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Suspeitos de esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 440 milhões são presos

Além das prisões preventivas no Maranhão, foi cumprida uma medida cautelar contra um terceiro envolvido em Teresina

22/06/2026 às 18h00

22/06/2026 às 18h00

Dois homens identificados pelas iniciais E. A. A., de 40 anos, e I. de S. S., de 28 anos, foram presos nesta segunda-feira (22) nas cidades de Timon e São Luís, no Maranhão, durante a segunda fase da Operação Extrema Confiança, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí. A operação tem como objetivo desarticular o grupo criminoso por trás do maior “esquema ponzi” (variação de pirâmide financeira) da história do Piauí com investigações sob responsabilidade do delegado Luciano Alcântara.

Suspeitos de esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 440 milhões são presos - (Divulgação/Polícia Civil) Divulgação/Polícia Civil
Suspeitos de esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 440 milhões são presos

Segundo a Polícia Civil, a fraude financeira é a maior já registrada no estado em volume de recursos movimentados. Inclusive, o nome dado a essa operação é devido à confiança extrema depositada pelas vítimas nos responsáveis por este golpe financeiro, entregando, em alguns casos, as reservas financeiras de toda a vida.

Além das prisões preventivas no Maranhão, foi cumprida uma medida cautelar diversa da prisão contra um terceiro envolvido, de iniciais J. de L. S. R., de 28 anos de idade, em Teresina.

Segundo o delegado-geral Luccy Keiko, com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou indícios robustos da participação desses três indivíduos em crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e até lavagem de dinheiro.

A “Operação Extrema Confiança” atua com base na repressão financeira qualificada. Isso significa que, além das prisões, a estratégia foca na asfixia patrimonial do grupo, utilizando técnicas avançadas de investigação para rastrear, congelar e sequestrar ativos, descapitalizando a estrutura financeira do grupo criminoso.

“O inquérito segue na sua fase de conclusão. Com a elaboração do relatório final, o delegado Luciano Alcântara formalizará o indiciamento dos envolvidos e a capitulação dos crimes praticados. O montante total desviado pelo esquema segue em análise e os detalhes contábeis serão divulgados assim que a auditoria for finalizada”, informou o delegado-geral.

Como o grupo agia

O grupo atraía as vítimas oferecendo falsas operações na Bolsa de Valores do Brasil (B3), prometendo retornos mensais ilusórios de até 10% sobre o valor investido. Para dar aparência de legitimidade ao negócio e passar segurança aos clientes, os criminosos registraram uma empresa de fachada na Junta Comercial do Piauí chamada “XTREME TRADE”.

A estimativa é de que o golpe tenha feito mais de 300 vítimas, concentradas principalmente nos estados do Piauí e do Maranhão. As investigações revelaram que, em um período de aproximadamente dois anos e meio, a “XTREME TRADE” e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões de reais entre créditos e débitos somados.

Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil do Piauí faz um alerta à população sobre os riscos de investimentos que prometem lucros rápidos e muito acima da média do mercado. Antes de aplicar qualquer recurso, é indispensável checar se a empresa ou o profissional possui as devidas certificações e autorizações junto aos órgãos regulatórios e fiscalizadores do sistema financeiro.

Com supervisão de Nathalia Amaral