A partir de 1º de julho a tarifa de água sofrerá um reajuste de 9,3%, conforme anunciado pela Águas e Esgotos do Piauí SA (Agespisa). A medida atinge 392 mil residências. Com este reajuste o consumo de 10 mil litros passará de R$21,42 para R$23,41. Para economistas, este reajuste é abusivo e quem mais sofrerá com a mudança são as famílias mais pobres.
O índice de 9,3% foi feito com base na metodologia de cálculos definida no Contrato de Programa entre a Agespisa e Arsete (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina). Inicialmente, a Agespisa pediu um reajuste de 12%, contudo, a Prefeitura concedeu 9,3%.
Para o economista Nonato Paz, este aumento é muito alto e deveria ser escalonado. “Um aumento assim pega todo mundo de surpresa, deveria ter sido escalonado, começando com, por exemplo, 4,5% e nos meses seguinte, ir aumentando”, explica.
Ainda de acordo com o economista, este aumento soa incoerente já que a inflação apesar de ter começado alta no início do ano, entre 1,82% e 1,24% está diminuindo, representando uma porcentagem de 0,74% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e 0,99% Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A taxa de inflação é o aumento no nível de preços. Ou seja, é a média do crescimento dos preços de um conjunto de bens e serviços em um determinado período.
A tarifa social, que beneficia mais de 30 mil famílias carentes, passará de R$9,40 para R$10,27. De acordo com o economista, esse reajuste afeta mais fortemente as famílias mais pobres, que já vem sofrendo também com o aumento da conta de energia, e no preço de alguns produtos.
O calculo levou em conta o impacto financeiro em razão dos aumentos com energia elétrica e produtos químicos usados no tratamento da água. Em maio deste ano, a conta de energia da Agespisa foi 50% mais cara que a do ano de 2014, representando R$3,6 milhões. O reajuste do ano passado foi de 2,56%, a soma destes dois reajustes tem um resultado de 11,86% de aumento na tarifa de água e esgoto. De acordo com Raimundo Trigo, esta porcentagem ainda fica menor do que a inflação medida pelo ÍPCA, que nos últimos dois anos é de 15,42%.
Fonte: Da Redação