Em 2017, cresce abate de bovinos e suínos, mas cai o de frangos

Mesmo com Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2017, o abate de bovinos cresceu no ano passado, contrariando especulações feitas por parte da imprensa e do mercado.

21/03/2018 14:44h

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Após três anos de queda, o abate de bovinos cresceu 3,8% em 2017, atingindo 30,83 milhões de cabeças. O abate de suínos cresceu 2,0%, chegando a 43,19 milhões de cabeças, um recorde na série histórica, iniciada em 1997. Já o abate de frangos, depois de quatro anos de altas, recuou 0,3% frente a 2016, totalizando 5,84 bilhões de cabeças de frangos.


Mesmo com Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2017, o abate de bovinos cresceu no ano passado, contrariando as especulações feitas por parte da imprensa e do mercado, segundo as quais a operação poderia gerar uma crise sem precedentes no setor agropecuário (Foto: Pedro Bolle / USP Imagens)


A aquisição de leite subiu 4,1% em relação a 2016 e chegou a 24,12 bilhões de litros. Já a aquisição de couro cresceu 1,3%, no período, e a produção de ovos aumentou 6,7% totalizando 3,30 bilhões de dúzias, recorde da série histórica iniciada em 1987. A publicação completa pode ser acessada ao lado.

Em 2017, foram abatidas 30,83 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária, representando aumento de 3,8% (+1,13 milhão de cabeças) em relação a 2016. Foi o primeiro crescimento anual após três quedas consecutivas nessa comparação.

O abate cresceu em 16 das 27 unidades da federação. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, houve aumentos em: Goiás (+355,50 mil cabeças), Minas Gerais (+297,03 mil cabeças), Mato Grosso (+227,15 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+144,61 mil cabeças), Paraná (+85,65 mil cabeças), Rondônia (+68,36 mil cabeças), Bahia (+34,92 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+31,34 mil cabeças) e Santa Catarina (+23,95 mil cabeças). Já as reduções foram no Pará (-86,95 mil cabeças), Tocantins (-42,46 mil cabeças), Maranhão (-38,23 mil cabeças) e Acre (-25,67 mil cabeças).

Mato Grosso continuou liderando o ranking das UFs do abate de bovinos em 2017, com 15,6% da participação nacional, seguido por seus dois vizinhos do Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,3%).

Já no 4º trimestre de 2017, foram abatidas 8,02 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 0,4% maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 8,3% maior que a do 4° trimestre de 2016.

Abate de suínos cresce 2,0% e atinge novo recorde em 2017

Em 2017, foram abatidas 43,19 milhões de cabeças de suínos, representando um aumento de 2,0% (+865,59 mil cabeças) em relação a 2016. A série anual mostra que houve crescimentos ininterruptos dessa atividade, culminando em novo patamar recorde em 2017.

O abate cresceu em 12 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram aumentos em: Santa Catarina (+772,49 mil cabeças), Paraná (+322,56 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+128,18 mil cabeças), Minas Gerais (+100,06 mil cabeças) e Mato Grosso (+75,78 mil cabeças). Em contrapartida ocorreram quedas em: Rio Grande do Sul (-334,55 mil cabeças), São Paulo (-81,87 mil cabeças) e Goiás (-69,77 mil cabeças).

Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2017, com 26,6% do abate nacional, seguido por Paraná (21,3%) e Rio Grande do Sul (18,6%).

No 4º trimestre de 2017, foi abatido o recorde de 11,05 milhões de cabeças de suínos, representando aumentos de 0,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 2,2% na comparação com o mesmo período de 2016. A Pesquisa se iniciou em 1997.

Abate de frangos cai 0,3% em 2017, após crescer quatro anos consecutivos

Em 2017, foram abatidas 5,84 bilhões de cabeças de frango, com queda de 0,3% (-18,54 milhões de cabeças) em relação a 2016, interrompendo a série de quatro anos consecutivos de crescimento do abate de frangos.

A Região Sul respondeu por 60,8% do abate nacional de frangos em 2017, seguida pelas Regiões Sudeste (19,9%), Centro-Oeste (13,9%), Nordeste (3,8%) e Norte (1,6%).

O abate de 18,54 milhões de cabeças de frangos a menos em 2017, em relação ao ano anterior, foi determinado por reduções no abate em 9 das 24 Unidades da Federação que participaram da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram quedas em: Mato Grosso (-40,23 milhões de cabeças), Minas Gerais (-39,78 milhões de cabeças), Distrito Federal (-13,72 milhões de cabeças) e Santa Catarina (-11,07 milhões de cabeças).

Já os aumentos ocorreram em: São Paulo (+26,05 milhões de cabeças), Goiás (+20,20 milhões de cabeças), Rio Grande do Sul (+15,42 milhões de cabeças), Bahia (+9,62 milhões de cabeças), Paraná (+9,51 milhões de cabeças) e Mato Grosso do Sul (+6,34 mil cabeças).

Paraná continuou liderando do ranking das UFs no abate de frangos em 2017, com 31,5% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (14,7%) e Rio Grande do Sul (14,5).

No 4º trimestre de 2017, foram abatidas 1,43 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado significou queda de 3,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 1,1% na comparação com o mesmo período de 2016.

Aquisição de leite cresce 4,1%, depois de dois anos de queda

Em 2017, os laticínios sob serviço de inspeção sanitária captaram 24,12 bilhões de litros, representando um acréscimo de 4,1% em relação ao ano anterior. É a primeira retomada depois de dois anos seguidos de queda na série histórica anual da aquisição de leite.

A aquisição de 947,29 milhões de litros de leite a mais em nível nacional, no comparativo 2017/2016, resultou do aumento no volume captado em 18 das 26 Unidades da Federação participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Os maiores aumentos ocorreram em São Paulo (+313,05 milhões de litros), Santa Catarina (+319,16 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+169,40 milhões de litros) e Goiás (+151,95 milhões de litros), enquanto a queda mais expressiva ocorreu em Minas Gerais (-116,07 milhões de litros). Apesar da queda, Minas Gerais manteve sua ampla liderança no ranking das UFs, com 24,8% de participação nacional, seguido por Rio Grande do Sul (14,8%) e São Paulo (11,9%).

No 4º trimestre de 2017, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária foi de 6,44 bilhões de litros, o melhor resultado para um 4° trimestre desde 2014. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, esse volume representou um aumento de 4,2% e se mostrou também 3,2% maior que o alcançado no 4º tri de 2016.

Aquisição de couro cresce 1,3% no comparativo anual

Em 2017, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que curtem pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 34,06 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade foi 1,3% maior que a registrada no ano anterior. Quanto à origem, a maior parte do couro teve procedência de matadouros e frigoríficos, seguida pela prestação de serviços, respondendo juntas por 89,0% do total das peças recebidas pelos curtumes em 2017.

O aumento de 444,88 mil peças inteiras de couro, em nível nacional, no comparativo 2017/2016 resultou do aumento do recebimento de peles bovinas em 8 das 21 Unidades da Federação que possuem pelo menos um curtume ativo enquadrado no universo da pesquisa. Os principais aumentos registrados foram nos estados de São Paulo (+648,81 mil peças), Goiás (+436,20 mil peças), Mato Grosso (+318,61 mil peças), Pará (+305,99 mil peças) e Paraná (+273,95 mil peças).

Já a maior queda ocorreu em Tocantins (-772,17 mil peças) e a segunda maior no Maranhão (-202,92 mil peças). No ranking das UFs, Mato Grosso liderou em 2017, assim como nos anos anteriores, a recepção acumulada de peles pelos curtumes, com 17,1% de participação nacional, seguido por São Paulo (12,6%), que ultrapassou Mato Grosso do Sul (12,4%).

No 4º trimestre de 2017, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 8,75 milhões de peças inteiras de couro cru de bovinos. Essa quantidade foi 0,1% maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 6,0% maior que a registrada no 4º trimestre de 2016.

Produção de ovos é recorde em 2017 e chega a 3,30 bilhões de dúzias

A produção de ovos de galinha foi de 3,30 bilhões de dúzias em 2017, representando aumento de 6,7% em relação ao ano anterior. A série anual mostra que houve crescimento ininterrupto dessa atividade, culminando em novo patamar recorde em 2017.

A produção de ovos de galinha foi maior em todos os meses de 2017, se comparado aos meses de 2016. O maior aumento comparativo foi de 8,3% ou 21,52 milhões de dúzias, entre a produção de julho de 2016 e a de julho de 2017 – enquanto que o aumento menos expressivo foi entre os meses de fevereiro: 2,4% ou 5,90 milhões de dúzias.

A produção de 206,48 milhões de dúzias de ovos a mais, em nível nacional, no comparativo 2017/2016, foi consequência do aumento de produção em 20 das 26 UFs com granjas enquadradas no universo da pesquisa. Os maiores aumentos ocorreram em São Paulo (+66,71 milhões de dúzias), Espírito Santo (+25,22 milhões de dúzias), Rio Grande do Sul (+19,32 milhões de dúzias), Pernambuco (+16,17 milhões de dúzias), Santa Catarina (+14,71 milhões de dúzias) e Minas Gerais (+14,53 milhões de dúzias). Nas UFs cuja produção diminuiu, mesmo a redução mais intensa não passou de 500 mil dúzias.

São Paulo segue liderando amplamente o ranking das UFs em produção de ovos de galinha, com 29,7% da produção nacional, seguido por Minas Gerais (9,6%) e Paraná (8,8%).

A produção de ovos de galinha foi de 851,41 milhões de dúzias no 4º trimestre de 2017. Considerando a série histórica iniciada em 1987, essa foi a maior produção já alcançada. Esse número foi 1,0% maior que o registrado no trimestre imediatamente anterior e 6,4% superior ao apurado no 4º trimestre de 2016.

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Fonte: IBGE

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