Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook Twitter Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Governo anuncia R$ 100 milhões em 2018 para implantar base curricular

O documento, que prevê aquilo que escolas públicas e privadas devem ensinar a cada ano da educação básica, foi homologado durante evento no Palácio do Planalto.

20/12/2017 18:14

O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou nesta quarta-feira (20) que o governo vai liberar R$ 100 milhões em 2018 para apoiar a implantação da Base Nacional Comum Curricular.

O documento, que prevê aquilo que escolas públicas e privadas devem ensinar a cada ano da educação básica, foi homologado durante evento no Palácio do Planalto. A base vai orientar redes públicas e escolas privadas na elaboração de currículos. As redes e escolas têm até 2020 para se adequarem.

O presidente Michel Temer disse que a base curricular era esperada há 20 anos e criticou os seus antecessores no Palácio do Planalto por não terem levado o tema adiante.

Ele disse que é impressionante como "o país não tinha coragem ou ousadia" para tratar do assunto. "Até por um vício eleitoral, como se fosse um medo de tocar em certos temas que gerassem qualquer espécie de controvérsia. Ou em um afã de agradar a todos, e não desagradar a ninguém, se fazia um processo de natureza eleitoral, e não institucional", disse.

Segundo ele, o objetivo central da inciativa é promover a igualdade entre estudantes dos ensinos público e privado.

Primeira a discursar, a secretária executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a base nacional é uma referência obrigatória, que começou a ser construída há três anos. "Entendemos que a base é uma política nacional, de Estado, que teve início em 2014 e finalmente estamos chegando a uma base homologada. Perpassa governos e orientações político-partidárias."

Mendonça Filho disse que a base garante "igualdade de tratamento" para estudantes de todo o país e defendeu que a base é plural e respeita diferenças.

O documento, com mais de 450 páginas, é dividido em cinco áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino religioso. Menção às expressões de identidade de gênero e orientação sexual foram alvo de polêmica, dividiram educadores e grupos religiosos e acabaram retiradas do texto.

"A base não resolverá todos problemas da nossa educação, mas será instrumento poderoso na busca desse objetivo", disse a vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Maria Cecilia Amendola da Motta.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Alessio Costa Lima, reforçou que a homologação da base é um primeiro passo e que o deságio será levar a discussão às salas de aula. "Ele não é perfeito, como nenhum documento, mas é o melhor que pudemos construir para este momento histórico da educação do país", afirmou.

Fonte: Folhapress
Mais sobre: