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Há 17 anos, projeto de Gás Natural Veicular no Piauí não sai do papel

Há cerca de 10 anos, o GNV chegou a ser disponibilizado em alguns postos, mas durou pouco tempo.

03/06/2018 08:45

A crise de abastecimento provocada pela semana de protestos dos caminhoneiros traz à tona o debate sobre a implantação do Gás Natural Veicular no Piauí. Isso porque os problemas enfrentados pelos motoristas para abastecer seus veículos poderiam ter sido amenizados se eles tivessem à disposição esse combustível de preço mais baixo e que pode chegar aos postos através de um gasoduto. 

Criada desde 2001, a Companhia de Gás do Piauí (Gaspisa) ainda não tirou definitivamente o projeto do papel. A empresa pública tem os direitos de exploração, com exclusividade, do serviço de distribuição e comercialização de gás canalizado, podendo também explorar outras formas de distribuição de gás natural e manufaturado, em todo o território estado.

Há cerca de 10 anos, o GNV chegou a ser disponibilizado em alguns postos, mas durou pouco tempo. Segundo Paulo Abreu, que trabalhou instalando kits de conversão em mais de 200 veículos em Teresina, a falta do gasoduto foi um dos motivos que inviabilizou o projeto. “O transporte do gás era feito por caminhão, mas isso encarecia o produto. Então, a vantagem financeira deixava de existir porque o preço acabava sendo igual à gasolina”, lembra.

Despesa com servidores

Atualmente, a Gaspisa tem 11 servidores, todos contratados na categoria de “comissionado exclusivo”. Além de Roberto Alves Pereira, que é diretor-presidente, há um assessor do diretor administrativo-financeiro e um assessor da diretoria executiva. Os demais servidores são membros do Conselho Fiscal ou do Conselho de Administração.

De acordo com o Portal da Transparência do Governo do Estado do Piauí, a folha de pagamento no mês de fevereiro custou quase R$ 20 mil aos cofres públicos. O diretor-presidente tem salário de R$ 6 mil, um dos assessores recebe R$ 5.240, o outro R$ 3.745 e os membros do conselho ganham R$ 600.


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De janeiro a maio desde ano, a Gaspisa recebeu uma verba de R$ 89 mil oriunda do Tesouro Estadual. O valor é “referente à despesa com investimento, aumento de capital”.

O Portal O DIA procurou a Governo do Estado para saber em que foi investido o dinheiro, qual o trabalho atualmente realizado pela Gaspisa, se há previsão para que o GNV seja implantado no Piauí e quais são as dificuldades para tirar o projeto do papel. 

Em nota, o Governo destacou que os valores foram utilizados para o pagamento de serviços e manutenção da Gaspisa. “Vale ressaltar ainda que o Governo do Estado faz apenas três repasses por ano para a Companhia. Atualmente a Gaspisa desenvolve atividades relacionadas ao transporte e distribuição do Gás no Piauí”, diz o texto. 

A previsão do Governo é de que a produção de Gás Natural será retomada este mês, por meio do trabalho da Empresa Ouro Preto - óleo e gás, que vai iniciar as perfurações na bacia do Parnaíba, na região de Floriano.


Por: Nayara Felizardo
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