Isso acontece por que, em geral, o dinheiro recuperado não volta imediatamente para os cofres públicos. Primeiro, ele vai para uma conta judicial. A destinação dos recursos só é definida no final do processo.
Em casos de desvio de dinheiro público, o montante recuperado pela Justiça Federal volta para o governo ou é destinado a órgãos federais de prevenção e combate à corrupção.
O que já está com a Petrobras
FOTO: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

A Lava Jato tem algumas particularidades. O maior lesado até agora não é exatamente o governo, mas a Petrobras, uma empresa de capital misto. Isso significa que o governo é sócio (majoritário) da petroleira, mas não seu único dono.
A Justiça é que decide a destinação do dinheiro. Nos casos em primeira instância, o juiz Sergio Moro tem determinado que o dinheiro retorne aos cofres da Petrobras.
R$ 2,9 bilhões
dinheiro recuperado
R$ 205 milhões
dinheiro já com a Petrobras
A discrepância entre o que já foi recuperado e o que está com a empresa estatal é explicada pelo trâmite do processo. Enquanto não há condenação, a Justiça não dá destino ao dinheiro.
Na Lava Jato, os acordos de delação premiada, tão comuns na operação, aceleraram a devolução de parte dos recursos. O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, por exemplo, já condenado a 18 anos de prisão, devolveu pelo menos R$ 69 milhões. O ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa também já devolveu R$ 70 milhões.
Os acordos de delação de Barusco e Costa aceleraram o processo e o dinheiro já foi entregue à Petrobras. “Vamos continuar buscando o ressarcimento integral dos valores por meio das diversas medidas de ressarcimento cabíveis”, diz o texto na página oficial da estatal.
