Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontou que a Cesta Básica do mês de junho de 2016 em Teresina custou R$ 395,69, a 14ª mais cara entre as 27 cidades pesquisadas. Considerando o salário mínimo nacional, o trabalhador precisou destinar quase a metade da sua renda para comprar uma cesta básica, já que os produtos representam 48,87% do piso.
Segundo a pesquisa, o trabalhador teresinense necessitou cumprir, em junho, uma jornada de 98 horas e 55 minutos para adquirir os produtos da cesta básica, jornada maior que a calculada em maio, de 93 horas e 55 minutos. Somente para a carne bovina (4,5 kg), foram necessárias 25 horas e 6 minutos de trabalho.

Dos 12 itens alimentícios pesquisados, seis registraram aumento de preço, quatro apresentaram retração e, somente, o pão francês e a banana não variaram. As elevações foram observadas no preço do feijão carioquinha (56,66%), da manteiga (10,82%), do leite integral (6,82%), do arroz agulhinha (4,15%), do café em pó (2,63%) e do açúcar cristal (1,06%). As quedas ocorreram no preço do óleo de soja (-2,46%), da farinha de mandioca (-1,68%), do tomate (-0,98%) e da carne bovina (-0,75%).
O preço do feijão carioquinha apresentou elevação expressiva de 56,66%, a maior dentre os produtos da cesta. O quilo do feijão aumentou desde o início do ano, em decorrência da baixa oferta, devido à diminuição da área plantada e às variações climáticas.
O quilo do arroz aumentou 4,15%. A baixa disponibilidade do grão devido à diminuição da produção, atrelada a retenção dos estoques por parte dos produtores, resultou em alta de preço no varejo.
O café em pó teve seu preço majorado em 2,63%. Baixa oferta, clima desfavorável, diminuição da produtividade elevaram o preço do produto.
Salário mínimo ideal
Em junho de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.940,24, ou 4,48 vezes mais do que o mínimo de R$ 880,00. Em maio, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.777,93, ou 4,29 vezes o piso vigente.
O valor é calculado com base na cesta mais cara, que, em junho, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Fonte: dieese