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PETR4 recua e opera em leve baixa nesta sexta-feira

Ações preferenciais da Petrobras registram queda de 0,13% e são negociadas a R$ 38,80, em sessão marcada por volatilidade no mercado de petróleo

20/06/2026 às 10h30

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em leve baixa nesta sexta-feira (20), cotadas a R$ 38,80 às 10h30, com recuo de 0,13% em relação ao fechamento anterior. O papel da estatal petrolífera apresenta desvalorização de R$ 0,05 no pregão, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional de commodities.

Os papéis da companhia abriram o dia cotados a R$ 38,86 e oscilaram entre a mínima de R$ 38,62 e a máxima de R$ 39,11 durante a sessão. A amplitude de variação de aproximadamente R$ 0,49 demonstra a volatilidade presente no mercado, enquanto investidores monitoram os desdobramentos geopolíticos que impactam diretamente o setor de energia.

Contexto do mercado de petróleo e impacto na PETR4

O comportamento das ações da PETR4 está diretamente relacionado às oscilações do petróleo Brent, principal referência para a precificação do petróleo brasileiro. O barril do Brent é negociado atualmente na faixa de US$ 80, em meio a expectativas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, que têm gerado volatilidade significativa nos preços da commodity nas últimas semanas.

A perspectiva de um possível acordo entre Washington e Teerã tem pressionado os preços do petróleo para baixo, uma vez que o retorno do Irã ao mercado global aumentaria a oferta da commodity. Esse cenário afeta diretamente empresas produtoras como a Petrobras, que tem sua receita fortemente atrelada às cotações internacionais do barril.

Desempenho acumulado e dividendos da Petrobras

Apesar da queda pontual desta sessão, a PETR4 acumula valorização expressiva em 2026. Os papéis iniciaram o ano negociados na casa dos R$ 30,36 e apresentam alta superior a 27% no acumulado do período. O Dividend Yield dos últimos 12 meses está em 7,57%, o que mantém a ação entre as favoritas dos investidores focados em renda passiva.

A companhia realizou recentemente o pagamento da segunda parcela de juros sobre capital próprio (JCP), no valor de R$ 0,31311454 por ação, com crédito em 22 de junho de 2026. Os valores são corrigidos pela taxa Selic acumulada desde dezembro de 2025, beneficiando os acionistas que mantiveram posição até a data de corte.

Cenário macroeconômico e perspectivas para o Ibovespa

O Ibovespa opera em dia de baixa liquidez, com os mercados norte-americanos fechados em razão de feriado. O índice brasileiro sustenta a faixa dos 168 mil pontos, acumulando queda de aproximadamente 11,5% desde o pico registrado no início do ano. A projeção da taxa Selic para 2026 foi elevada para 13,5% no último Boletim Focus, o que adiciona pressão sobre os ativos de renda variável.

Analistas do mercado mantêm visão construtiva para a PETR4 no médio prazo. O BTG Pactual estabeleceu preço-alvo de R$ 62,00 para as ações, com recomendação de compra, enquanto o consenso de mercado aponta potencial de valorização superior a 20% em relação aos níveis atuais. A expectativa é de que o crescimento do EBITDA da companhia compense eventuais pressões sobre o fluxo de caixa.

Para os investidores, o momento requer atenção aos desdobramentos das negociações geopolíticas no Oriente Médio e às decisões de política monetária do Copom, previstas para a próxima semana. A PETR4 segue como um dos papéis mais líquidos da B3, com volume expressivo de negociações diárias.