Síndrome das Pernas Inquietas: especialista do sono fala sobre o assunto

O problema afeta o sono e qualidade de vida das pessoas acometidas

14/04/2022 16:11h

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A Síndrome das Pernas Inquietas ou doença de Willis-Ekbom é considerada um distúrbio do sono, pois se manifesta predominantemente em momentos de repouso, causando uma inquietação nos membros inferiores, o que compromete sono e qualidade de vida das pessoas acometidas. Apesar de afetar de 5% a 15% da população, a síndrome ainda é desconhecida por muitos. 

Em entrevista ao O DIA, a médica do sono Fernanda Castro explica os sintomas e as causas da condição. Segundo a especialista, existe uma necessidade de se movimentar para aliviar a sensação de desconforto. Isso acaba por atrapalhar o período de repouso das pessoas acometidas. Além disso, as causas da síndrome podem ser tanto devido à genética quanto à deficiência de ferro, falência renal ou diabetes. 

“A síndrome se caracteriza principalmente por um desconforto nas pernas, uma sensação desagradável que dificulta as pessoas a iniciarem seu sono. As causas não são totalmente elucidadas, mas existe o componente genético, onde cerca de 50% dos casos têm histórico familiar. Tem também a questão da deficiência de ferro como um dos principais fatores. Além de outros motivos”, afirma Fernanda Castro.

Síndrome das Pernas Inquietas afeta de 5% a 15% da população segundo especialista (Foto: Cottonbro/Pexels)

A especialista destaca que a doença pode acometer qualquer faixa etária, desde crianças a idosos. “Todas as idades são acometidas, se for um fator genético, pode se expressar antes dos 20 anos de idade, porém observamos que a intensidade dos sintomas aumenta com o passar da idade. Vemos uma queixa maior em pessoas mais idosas, porém crianças também acontece”, pontua.

De acordo com Fernanda Castro, é importante saber diferenciar a Síndrome das Pernas Inquietas do movimento voluntário dos pés que as pessoas costumam fazer durante o dia, principalmente quando estão ansiosas. “A síndrome não pode ser confundida com a ansiedade que temos durante o dia, que nos faz balançar os pés. Às vezes é um movimento intencional que não incomoda as pessoas. Já a síndrome é um transtorno do movimento que ocorre no sono”, destaca.

Ainda segundo a especialista, os braços também podem ser acometidos pela síndrome, mas normalmente a condição afeta os membros inferiores. A médica informa que o diagnóstico é clínico, onde todos os critérios precisam ser preenchidos. Após isso, exames laboratoriais serão realizados para afastar quaisquer fatores de risco. Além disso, a polissonografia ou exame do sono, pode ser realizada também caso necessário. 

O tratamento se dá, inicialmente, através de algumas ações como praticar exercícios diariamente e durante a crise, movimentar as pernas e procurar um alívio. Mas, caso isso não resolva, Fernanda Castro acrescenta que a utilização de farmacológicos pode ser necessária. 

Confira a entrevista completa: 


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Edição: Adriana Magalhães

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