Uma empresa foi interditada após uma fiscalização identificar a comercialização irregular de agrotóxicos em Santo Antônio de Lisboa, no Sul do Piauí. A ação aconteceu na última quarta-feira (10) e resultou na interdição cautelar de 124 litros de produtos agrícolas. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), os itens estavam sendo vendidos sem o devido registro e em desacordo com a legislação.
A fiscalização foi realizada após uma denúncia encaminhada por meio de um canal de atendimento da agência. A partir das informações recebidas, fiscais estaduais agropecuários e engenheiros agrônomos foram enviados ao estabelecimento para verificar a situação.
Durante a inspeção, a equipe constatou irregularidades na comercialização dos produtos. Conforme a Adapi, o local não possuía a regularização exigida para a venda de agrotóxicos, o que motivou a adoção de medidas administrativas previstas na legislação.
Ao todo, foram interditados 124 litros de agrotóxicos, distribuídos em nove produtos diferentes. Os itens permanecerão sob interdição até a conclusão dos procedimentos administrativos e a análise da documentação solicitada ao responsável pelo estabelecimento.
Após a constatação das irregularidades, os fiscais lavraram um Auto de Infração e notificaram o proprietário da empresa para apresentar documentos que comprovem a origem dos produtos e a regularidade da comercialização.
A documentação deverá demonstrar, entre outros aspectos, a procedência dos agrotóxicos encontrados e o cumprimento das exigências legais para armazenamento e venda desse tipo de produto.
A comercialização de agrotóxicos é uma atividade regulamentada e depende de autorizações específicas, além do cumprimento de normas relacionadas à segurança, rastreabilidade e controle sanitário. O objetivo dessas regras é garantir que os produtos sejam utilizados de forma adequada e dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos competentes.
De acordo com a Adapi, a fiscalização foi desencadeada após o recebimento de uma denúncia sobre a suposta venda irregular dos produtos. A agência não informou há quanto tempo a empresa operava nem divulgou detalhes sobre a identidade do estabelecimento fiscalizado.
Também não foram divulgadas informações sobre possíveis penalidades adicionais que poderão ser aplicadas ao responsável após a análise do processo administrativo.
O caso será acompanhado pela agência, que aguarda a apresentação da documentação solicitada para verificar a origem dos produtos e a situação cadastral relacionada à atividade comercial desenvolvida pela empresa em Santo Antônio de Lisboa.