A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero. O objetivo é apurar a participação de um agente público em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. O senador Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores (BA), líder do Governo Lula no Senado Federal, é um dos alvos dos mandados de busca e apreensão.
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É mais um senador da República investigado na operação. Anteriormente, o piauiense Ciro Nogueira também foi alvo das investigações. Em nota, a corporação informou que cumpre 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Além do senador Jaques Wagner (PT-BA), Augusto Ferreira Lima, sócio no Banco Master, está entre os alvos.
Segundo a PF, também estão sendo cumpridas medidas cautelares como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte. “Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro”, detalhou a nota. Em nota, a defesa de Augusto Lima considerou "desnecessárias" as diligências realizadas pela PF na manhã de hoje.
"Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos".
Senador da BA é o atual líder do Governo
Jaques Wagner (PT) é senador pela Bahia, com 4.253 milhões de votos. Atualmente, é líder do governo no Senado. Nasceu no Rio de Janeiro em 1951. É casado, tem três filhos, um enteado e é avô de sete netos. Filho de imigrantes judeus poloneses, iniciou sua trajetória política em 1969, no movimento estudantil, na Faculdade de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ).
No início da década de 1970, passou a ser perseguido pela ditadura militar e teve que abandonar o curso de Engenharia e sair do Rio de Janeiro. Chegou à Bahia em 1974. Morando no Subúrbio Ferroviário de Salvador, Wagner ingressou na indústria petroquímica no polo de Camaçari, onde se tornou técnico em manutenção.
Foi diretor e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Sindiquímica-BA). Nesta época conheceu Luiz Inácio Lula da Silva, com quem mantém uma estreita amizade e parceria há mais de 35 anos. Foi fundador e o primeiro presidente do PT e da CUT na Bahia.
Foi eleito deputado federal em 1990, 1994 e 1998, concorreu à Prefeitura de Camaçari em 2000 e ao Governo da Bahia em 2002. No Governo Lula, foi Ministro do Trabalho, das Relações Institucionais e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República. Em 2015, foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff para ser ministro da Defesa, da Casa Civil e do gabinete pessoal de Presidência da República.