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Teresina registra queda de mais de 80% nos casos de vírus respiratório no primeiro semestre de 2026

Enquanto nos primeiros seis meses de 2025 foram registrados 208 casos, no mesmo período de 2026 apenas 39 foram confirmados

18/07/2026 às 13h45

A circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em Teresina apresentou uma redução de mais de 80% no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). O vírus é um dos principais causadores de infecções respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia, especialmente em crianças pequenas e idosos.

Teresina registra queda de mais de 80% nos casos de vírus respiratório no primeiro semestre de 2026 - (Lucas Dias/Semcom) Lucas Dias/Semcom
Teresina registra queda de mais de 80% nos casos de vírus respiratório no primeiro semestre de 2026

De acordo com o levantamento, entre janeiro e junho deste ano, o Laboratório Central (Lacen) confirmou apenas 39 casos positivos para o VSR em amostras analisadas de unidades de saúde da capital. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 208 casos, o que representa uma queda de aproximadamente 81,3%.

A redução também foi observada nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus. Em 2026, foram notificadas 19 ocorrências, contra 100 registradas no primeiro semestre do ano passado, uma diminuição de 81%. Mais da metade dos casos deste ano envolveu crianças menores de um ano, público considerado mais vulnerável às complicações da doença.

Segundo a FMS, um dos principais fatores para o cenário é a introdução da vacina contra o VSR para gestantes, incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em dezembro de 2025. Em Teresina, a cobertura vacinal alcançou 80,49% do público-alvo, superando a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A imunização garante proteção indireta aos recém-nascidos nos primeiros seis meses de vida, período de maior risco para formas graves da infecção.

Outro reforço na prevenção ocorreu em fevereiro deste ano, com a disponibilização do nirsevimabe na rede municipal de saúde. O anticorpo monoclonal, ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é destinado a bebês prematuros de até 36 semanas e seis dias de gestação e a crianças menores de dois anos com comorbidades específicas, ajudando a prevenir casos graves provocados pelo VSR.

Para a Fundação Municipal de Saúde, a redução simultânea dos testes positivos e das notificações de SRAG demonstra uma menor circulação do vírus na capital e um impacto clínico reduzido da doença. Além das estratégias de imunização, o resultado também é atribuído às medidas de prevenção adotadas pela população e pelos serviços de saúde.

A diretora interina de Vigilância em Saúde da FMS, Oriana Bezerra, destacou que a queda é resultado da combinação de diferentes fatores epidemiológicos. Segundo ela, além da vacinação e da proteção conferida aos bebês, o comportamento natural dos ciclos de circulação viral e as ações preventivas implementadas pelos serviços de saúde e pela população contribuíram para a redução dos casos.

Com supervisão de Nathalia Amaral