Braga Tepi, o artista por trás de belas esculturas

Há vinte anos, Braga Tepi trabalha com esculturas, monumentos, troféus e tudo que possa fazer o ferro ganhar movimento.

31/05/2019 13:42h - Atualizado em 31/05/2019 17:37h

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Nascido em Buritizinho, zona rural de Teresina, o artesão Francisco de Oliveira Braga, mais conhecido como Braga Tepi, tem um trabalho reconhecido internacionalmente. Há vinte anos, Braga Tepi trabalha com esculturas, monumentos, troféus e tudo que possa fazer o ferro ganhar movimento. 

Braga foi educado em uma escola filantrópica regida pela Igreja Católica. Foi lá onde teve seu primeiro contato com arte, quando observava as freiras rabiscando desenhos em seus cadernos, o que despertou a curiosidade do menino e inspirou seus primeiros desenhos. Antes das esculturas, vieram os cartuns para fanzines que o artista produzia para o Festival Rock Teresina. Na mesma época, Braga viria a participar do Salão de Humor do Piauí. Com a chegada da era digital, como não tinha computador, o artista se afastou dos desenhos, pois não tinha como acompanhar a tecnologia.

Foi nessa época que Braga fez um curso de torneiro mecânico, prática que o fez conhecer os metais e a arte de transformá-los em verdadeiras obras de arte, entendendo as especificidades de cada peça. Depois disso, Braga Tepi passou a trabalhar incessantemente em esculturas de metais, como cobre e bronze, fazendo figuras humanas e dando movimento ao ferro. O tempo de produção de uma escultura é de, em média, quinze dias. 

Há vinte anos trabalhando como artista plástico, Braga Tepi é um dos maiores nomes artísticos do Piauí, levando suas obras para além das fronteiras do estado e do país, participando de exposições na Alemanha e Nova York.  

“O processo de produção dos troféus começa com a proposta do evento. Já fiz troféus com esculturas que remetiam ao cangaço, que tem uma história cultural muito forte também. Depois de saber a proposta, coloco o desenho no papel, vejo como vai ficar no material e passo para a escultura da mesma forma que está no papel”, conta Braga.


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