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Espetáculo "O Tesouro da Emília" está em cartaz no Theatro 4 de Setembro

O espetáculo "O Tesouro da Emília", assinado pela VR PRODUÇÕES, tem apresentação pautada no Theatro 4 de Setembro, no próximo dia 30 de junho, às 17h.

28/06/2019 09:08

A montagem, antes, circulou com apresentações gratuitas, em cinco escolas municipais: Monteiro Lobato (bairro Esplanada),  Jornalista João Emílio Falcão (Vamos Ver o Sol), Altina Castelo Branco (Dirceu II), Minha Casa (Matadouro) e CMEI Zélia Gattai Amado (Parque Alvorada). O espetáculo foi montado com recursos provenientes do Edital de 2012 da Lei Municipal de Incentivo Cultural A. Tito Filho. 

A fábula dá início quando Emília encontra um mapa do tesouro na sua canastrinha e convida seus amigos a seguir uma grande aventura em busca da riqueza enterrada no Sítio. Com ajuda de Narizinho, Pedrinho, Visconde e Tia Nastácia, a boneca falante aprontará bastante na caça ao Tesouro e deixará Dona Benta pra lá de encucada com suas artimanhas para tentar driblar, com sua esperteza, um Pirata esquisitão que está pelos arredores. 

O espetáculo O Tesouro da Emília é voltado para o público infantil, com um figurino colorido, expressivo, músicas e coreografias bem animadas, brincadeiras, interativos, tudo muito bem composto e cuidado para garantir o aspecto educativo e o lúdico, sem perder a poesia e a magia dos infantes: na verdade o grande tesouro que a Companhia oferece ao público. 

A montagem tem atenção voltada ao processo artístico de criação de maneira em que seus atores constroem partituras corporais e vocais a partir do encontro com a criança que há em cada um de nós. Resgatar aquela adrenalina que percorre o corpo inteiro, o brilho intenso do olho que se acende ao vislumbrar uma travessura, um encantamento e mesmo o perigo foram/são provocações constantes na busca dessas personas tão vivas nas nossas memórias, desses seres que saltam da literatura de Lobato para a cena, mas que podemos encontrar facilmente nas crianças do nosso convívio, inclusive e principalmente nas crianças que habitam em nós, nas nossas lembranças.

O jogo cênico coloca em ação o teatro gerado pelos artistas intérpretes-criadores e valida as suas ferramentas no caminho da pesquisa, da proposta de energia, da construção do percurso dramatúrgico de ator na elaboração do seu personagem.  Estabelecer nexo (ou não!) entre as ferramentas e entregas dos atores na sua imersão no trabalho de carpintaria de seus personagens é desafio diário do trabalho de direção, organizando os elementos propostos pelo elenco e assim criando uma unidade e uma linguagem cênica. 

O fio condutor do trabalho se estabelece através da observação, da experimentação e da repetição de forma a transfigurar os diferentes campos de atuação de um elenco heterogêneo na sua formação, nas suas experiências cênicas e principalmente nos desafios internos que cada um deles se estabelece para romper a barreira do consolidado  e marcado em seus corpos e emoções e abrir caminho para novas possibilidade corpóreas, vocais e emocionais. 

Na montagem, a direção provoca com franqueza a essência que há em cada um dos atores, enveredando pela linguagem no Naturalismo, do Teatro do Contemporâneo, com passeios pelo Teatro Épico de Brecht, Dança-teatro de Pina Baush, construindo códigos estéticos que concorrem para uma composição visual e corpóreo-vocal do elenco.

A oficina de montagem navegou também pelas áreas citadas por Bogart como progressão ao fazer artístico: violência; terror; memória; erotismo; estereótipo; timidez; e resistência. Uma experiência laboratorial de extrema importância durante os exercícios iniciais com o grupo no intuito de tentar desencadear energia criativa. 

Todo esse repertório de pesquisa, leituras, experimentos foram imprescindíveis na realização do trabalho. No mais, buscou-se dar ao espetáculo um caráter lúdico, divertido; trazer a alma da criança para a cena, sua energia, seu encantamento, suas travessuras. O espetáculo proporciona para quem assiste uma visão poética e lúdica ligada por laços de afeição e singularidade. 

Espetáculo montado sob patrocínio da Prefeitura Municipal de Teresina, Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves através da Lei de Incentivo à Cultura A. Tito Filho - Edital de 2012.


Ficha técnica

O texto é uma adaptação livre do Livro O Tesouro da Emília, escrito como roteiro de peça Teatral por Conceição Fenille Molinaro. A direção geral é Marcio Felipe Gomes e a direção musical e composição sonora de Maria da Cruz. A sonoplastia é dividida em produção de áudio feita por Wellington Junior Tecladão, Ricardo dos Santos Alencar e a mix/master Blahka Tao da Umdergrau Records do Rio de Janeiro e com as vozes de Maria da Cruz Araújo e Francielly Maria da Silva e elenco. A Iluminação é de Renato Caldas, o Cenário é de Félix Sousa e Amanda Jéssica e o Figurino de Silvia Patrícia Bastos e Edite Rosa. Caracterização de Amanda Jéssica, Produção Visual de Robson Levy. A operação de Som é de Michael Douglas. No elenco: Júlia Fernandes, Lyvia Moura, Afonso Lopes, Taironny Maranduba, Félix Sousa, Edite Rosa e Lorena Campelo. Direção de Elenco de Vitorino Rodrigues. Preparação de elenco: Erika Anunciação, Samuel Alvis, Mary Sousa, Amanda Fernandes, Afonso Lopes e Júnior Marks. Preparação vocal: Francielly Maria da Silva e Leandro Harias. Produtora: VR Produções.  Agradecimentos: Fernanda Molinaro, Memorial Esperança Garcia, Toinha Aguiar, Soraya Guimarães, Espaço Trilhos, Grupo Harém de Teatro, Jean Pessoa, Nalva costa Alencar, Teatro João Paulo II e Francisco de Castro.

Edição: Marco Antônio Vilarinho
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