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BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto de níquel no Piauí voltado à indústria de veículos elétricos

Os recursos serão destinados à aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais voltados à produção de precipitados de níquel e cobalto de alta pureza.

13/07/2026 às 12h57

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 100 milhões para apoiar a implantação do projeto da Piauí Níquel Metais S/A, em Capitão Gervásio Oliveira, no Sul do estado. Os recursos serão destinados à aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais voltados à produção de precipitados de níquel e cobalto de alta pureza, matérias-primas utilizadas principalmente na fabricação de baterias para veículos elétricos.

BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto de níquel no Piauí voltado à indústria de veículos elétricos - (Reprodução/BNDES) Reprodução/BNDES
BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto de níquel no Piauí voltado à indústria de veículos elétricos

O investimento foi aprovado por meio da linha BNDES Máquinas e Serviços e permitirá à empresa adquirir equipamentos nacionais, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação, além de equipamentos importados quando não houver similar produzido no Brasil.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o empreendimento integra um grupo de projetos considerados estratégicos para o país.

“O plano de negócio da empresa foi um dos projetos selecionados pela Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos, lançada pelo BNDES e pela Finep em 2025”, destacou.

A Piauí Níquel Metais é subsidiária da empresa britânica Brazilian Nickel Limited e tem como principal produto o Precipitado de Hidróxido Misto (MHP), composto de níquel e cobalto utilizado como insumo para a produção de baterias de íons de lítio, além de aplicações nas indústrias aeroespacial, de energia sustentável e de ligas metálicas.

Produção deve começar em 2028

O projeto prevê capacidade de produção de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano, com início das operações previsto para 2028. A expectativa é que a fase operacional plena seja alcançada em 2029, quando o material será comercializado em mercados internacionais.

Além do segmento de veículos elétricos, o produto também poderá abastecer a indústria de aço inoxidável e outros setores que utilizam ligas metálicas especiais.

De acordo com o BNDES, o processamento do minério será realizado por meio da tecnologia de lixiviação em pilhas, considerada de baixo carbono por reduzir o consumo de energia, reutilizar grande parte da água empregada no processo e diminuir a geração de resíduos sólidos.

O método também elimina a necessidade de barragens de rejeitos, característica apontada como um dos diferenciais ambientais do empreendimento.

O CEO da Brazilian Nickel, Mark Travers, afirmou que o investimento fortalece a posição do Brasil no mercado global de minerais críticos.

“O mundo precisa, mais do que nunca, diversificar suas cadeias de suprimentos, e o Projeto Piauí Níquel vai posicionar o país como um fornecedor global altamente competitivo e responsável”, afirmou.

Com a aprovação do financiamento de R$ 100 milhões, o Piauí amplia sua participação na cadeia global de minerais estratégicos, considerada essencial para a transição energética e para a expansão da indústria de veículos elétricos nos próximos anos.