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Especialista explica como empresas regionais podem competir com gigantes nacionais

Empresas regionais podem não apenas competir, mas também conquistar espaço ao entender melhor o comportamento do consumidor e transformar essa proximidade em vantagem competitiva.

14/07/2026 às 08h40

Concorrer com grandes redes nacionais pode parecer uma missão difícil para pequenas e médias empresas locais. Afinal, marcas consolidadas contam com investimentos milionários em marketing, estrutura e reconhecimento. Mas, é possível uma empresa local competir com grandes redes nacionais?

Para o consultor do Sebrae e especialista em gestão de negócios, Junieston Silva, sim. Ele explica que empresas regionais podem não apenas competir, mas também conquistar espaço ao entender melhor o comportamento do consumidor e transformar essa proximidade em vantagem competitiva.

Especialista explica como empresas regionais podem competir com gigantes nacionais - (Reprodução/Magnific.) Reprodução/Magnific.
Especialista explica como empresas regionais podem competir com gigantes nacionais

“Com toda certeza. E eu digo não só competir, mas competir e ganhar. Toda empresa grande deixa rastros. Então, por que eu, empreendedor esperto, não vou olhar para o que ela está fazendo que está dando certo?”, afirma.

Para o especialista, observar as estratégias adotadas pelas grandes empresas é uma forma inteligente de aprender com quem já investiu tempo e recursos em pesquisas de mercado. Ele cita como exemplo a expansão de grandes redes que acabam validando determinadas regiões comerciais. Segundo Junieston, empreendedores locais podem aproveitar esse fluxo de consumidores de forma estratégica.

“Os erros servem para não repetir, mas, principalmente, é preciso observar os acertos. A grande sacada é olhar para os grandes e adaptar essas estratégias à realidade local, respeitando a cultura e os hábitos do seu público. Isso não é oportunismo, é inteligência de mercado. Eles já fizeram o investimento, agora eu posso aproveitar esse movimento para atrair clientes também”, comenta.

Mais do que competir por preço, o especialista destaca que o verdadeiro diferencial está na geração de valor. Segundo ele, empresas que conseguem mostrar qualidade, atendimento e conexão com o cliente reduzem a importância do preço na decisão de compra.

“A questão da briga de preço é para quem não consegue gerar valor. Quando você aprende a gerar valor sobre o seu produto, a percepção de preço diminui. O cliente deixa de negociar porque entende que está recebendo algo que vale a pena”, ressalta.

Na avaliação do consultor, um dos maiores erros dos empresários é acreditar que basta oferecer um produto ou serviço semelhante ao da concorrência. Para ele, é preciso entender profundamente quem é o cliente, quais são seus hábitos e o que realmente faz sentido para aquela comunidade.

Outro ponto destacado por Junieston Silva é a necessidade de abandonar a chamada venda puramente persuasiva e investir em uma relação de confiança com o consumidor. Além disso, o especialista chama atenção para uma etapa frequentemente negligenciada: o pós-venda.

“Venda é ajudar. Quando o empresário entende a necessidade do cliente e oferece uma solução, ele desperta um sentimento de reciprocidade. O cliente sai com a sensação de que foi bem atendido, e isso gera valor para a marca. Se você não fizer um bom acompanhamento do cliente, pode até vender hoje, mas talvez ele não volte amanhã. O relacionamento não termina quando a venda acaba”, alerta.

Para Junieston Silva, o sucesso das empresas locais está justamente na capacidade de unir conhecimento do mercado regional, atendimento humanizado e construção de valor. “O empreendedor precisa entender o mercado e não ter medo dele. Quem conhece o cliente, fala a língua dele e entrega uma boa experiência consegue competir, sim, com empresas nacionais”, conclui.