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Piauí

Fábio Novo nega que PT poupará Ciro Nogueira por aproximação de Lula com o centrão

Presidente da sigla afirma que estratégia de aproximação com o senador, em busca de apoio a Lula, nunca foi discutida na instância estadual do partido

27/07/2026 às 18h47

27/07/2026 às 18h47

O presidente do Partido dos Trabalhadores no Piauí, Fábio Novo, negou que a sigla no estado pouparia Ciro Nogueira (PP) na campanha para o Senado, em uma suposta estratégia de aproximação com o centrão visando a composição de um possível quarto mandato de Lula como presidente. O parlamentar afirmou que o tema nunca foi discutido na instância estadual do partido.

Fábio Novo nega que o PT no Piauí poupará Ciro Nogueira por aproximação de Lula com o centrão. - (Reprodução/O Dia ) Reprodução/O Dia
Fábio Novo nega que o PT no Piauí poupará Ciro Nogueira por aproximação de Lula com o centrão.

“Ciro tem um histórico de traições a Lula, Wellington e Dilma! É um plantonista de poder! Por aqui, ele não engana mais ninguém! Vendo que a pré-campanha de Flávio Bolsonaro desandou, o traíra já despachou a família Bolsonaro, de quem até pouco foi ministro e se intitulava o filho 05”, publicou Fábio Novo na rede social X, antigo Twitter.

Na imprensa nacional, reportagens apontam que tanto o PT quanto o PL buscam apoio do centrão nesta disputa eleitoral. O jornal O Globo, em matéria que traça um mapa de apoios pelo país, coloca o partido de Flávio Bolsonaro no mesmo palanque de Joel Rodrigues (PP), depois de recuar da candidatura de Toni Rodrigues (PL) ao cargo.

Na mesma publicação, Fábio Novo chegou a comentar sobre um possível rompimento entre Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro, complementando que o senador, apesar disso, quer manter o PL estadual apoiando Joel Rodrigues na disputa ao governo, o que garantiria mais tempo de propaganda eleitoral à candidatura.

Segundo O Globo, a disputa por candidatos do centrão em todo o país acirra o embate entre PT e PL. As duas siglas terão candidaturas próprias em menos da metade dos estados, numa tentativa de privilegiar alianças com cabeças de chapa de outras legendas, seguindo a mesma estratégia adotada por Lula na eleição anterior, quando derrotou Jair Bolsonaro.