O deputado estadual Henrique Pires (MDB) comentou sobre a mudança na composição da chapa majoritária da base governista para as eleições de 2026. A principal alteração seria a retirada do atual vice-governador, Themístocles Filho (MDB), da vaga de vice na chapa à reeleição do governador Rafael Fonteles (PT). A ideia, segundo fontes ligadas ao governo, é que o espaço passe a ser ocupado por um nome do próprio Partido dos Trabalhadores.
Em entrevista O Dia, Henrique Pires afirmou que o MDB pode até aceitar a mudança, mas que a decisão não será recebida com entusiasmo pela cúpula emedebista.
“O único partido que eu me filiei e estou filiado até hoje é o MDB. Nós temos uma ligação muito forte com esse partido e é muito justo que o Themístocles Filho permaneça como vice. Nós podemos vir aceitar essa mudança? Podemos vir. Agora, satisfeitos, nós não vamos ficar”, afirmou.
O parlamentar também relembrou a lealdade do MDB à base governista durante as eleições municipais de 2024, quando o partido abriu mão de candidatura própria em Teresina.
“Temos uma lealdade pela forma como Themístocles tem se comportado na vice, até sacrificando o PMDB na eleição de 2024, quando a gente queria uma candidatura própria. O governador pediu a vaga, nós indicamos o vice do colega amigo, deputado Fábio Novo. Isso vai se definir no próximo ano e nós temos que respeitar os prazos eleitorais”, disse.
Henrique destacou ainda que a maioria das lideranças do MDB, como o senador Marcelo Castro, presidente regional da agremiação, e o presidente da Assembleia Legislativa, Severo Eulálio, defendem a manutenção da vice com o partido.
Questionado sobre a possibilidade de o atual vice-governador ser contemplado com outra função estratégica no governo, caso realmente deixe a chapa majoritária, o deputado evitou especulações.
“Não me chamaram para essa reunião. Diante disso, eu não faço essas conjecturas, mas claro que isso faz parte de um time que junta PT, PSD e PMDB, além do ministro Wellington Dias e o Rafael, que faz um governo espetacular, com apoio do MDB e da Assembleia. Mas é bom que se tenha muito diálogo para que se chegue a uma resolução, porque não é uma coisa simples, é uma coisa bastante traumática”, argumentou.
A expectativa é que a definição da chapa governista ocorra ao longo de 2026, dentro do calendário eleitoral. Até lá, as negociações devem continuar nos bastidores da base aliada.