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Piauí

Mesmo com pedido de força federal, SSP diz que Piauí tem estrutura para garantir segurança das eleições

Para as eleições gerais de 2026, 45 das 74 zonas eleitorais do estado receberão apoio na segurança, conforme aprovado pelo TRE-PI

13/07/2026 às 11h10

Mesmo após o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) aprovar o envio de tropas federais para 45 das 74 zonas eleitorais do estado durante as Eleições Gerais de 2026, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-PI) afirmou que o Piauí possui estrutura para assegurar a tranquilidade do processo eleitoral. A avaliação é do secretário Antônio Luiz, que destacou o planejamento integrado entre as forças estaduais e os órgãos da Justiça Eleitoral.

A decisão do TRE-PI foi encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por analisar e homologar o pedido. Caso seja aprovada, caberá ao TSE requisitar o emprego das Forças Federais para garantir o cumprimento da legislação eleitoral, o livre exercício do voto, a normalidade da votação e a apuração dos resultados.

Ao O Dia, o secretário ressaltou que o pedido de apoio federal é uma prática recorrente em anos eleitorais e não significa que o Estado não tenha condições de conduzir a operação de segurança.

“Nós trabalhamos com respostas oficiais para o TRE. Mostramos que nós temos a segurança preparada para atuar nas eleições. Mas é normal que eles possam pedir reforço federal. Todo ano tem isso, toda eleição tem isso, mas é um trabalho que a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, toda a polícia está aqui para atender bem as eleições de Piauí”, afirmou.

Mesmo com pedido de força federal, SSP diz que Piauí tem estrutura para garantir segurança das eleições - (Divulgação / PM-PI) Divulgação / PM-PI
Mesmo com pedido de força federal, SSP diz que Piauí tem estrutura para garantir segurança das eleições

Segundo Antônio Luiz, a SSP já participa do planejamento conjunto com o TRE para definir a logística da operação eleitoral. O efetivo ainda está sendo finalizado, mas a expectativa é manter uma estrutura semelhante ou superior à utilizada nas últimas eleições.

“Não está em planejamento, mas já tem um pedido do TRE, já tem todo um planejamento da PM, da Polícia Civil, para trabalhar. Em relação aos anos anteriores, é parecido, se não vai melhorar mais ainda, tem mais gente trabalhando. Então vai ser um pleito tranquilo para nós”, disse.

O pedido aprovado pelo TRE contempla 45 zonas eleitorais distribuídas em diversas regiões do estado. As zonas que solicitaram reforço das Forças Federais são: 1ª, 6ª, 10ª, 11ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª, 17ª, 18ª, 20ª, 21ª, 22ª, 26ª, 27ª, 28ª, 29ª, 30ª, 32ª, 33ª, 34ª, 35ª, 36ª, 38ª, 40ª, 41ª, 43ª, 47ª, 49ª, 52ª, 53ª, 54ª, 57ª, 58ª, 62ª, 63ª, 64ª, 68ª, 69ª, 72ª, 74ª, 79ª, 80ª, 95ª e 97ª.

Atualmente, o Piauí conta com 74 zonas eleitorais. A presença das Forças Federais, caso autorizada pelo TSE, tem caráter preventivo e busca reforçar a segurança em localidades consideradas estratégicas pela Justiça Eleitoral.

Integração entre instituições

O secretário também destacou a atuação conjunta entre a SSP, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público, ressaltando que a integração entre os órgãos fortalece o enfrentamento à criminalidade durante todo o ano, inclusive no período eleitoral.

Segundo Antônio Luiz, a pasta também trabalha para implantar audiências de custódia por videoconferência, reduzindo o deslocamento de presos e dando mais agilidade aos procedimentos judiciais.

“Estamos trabalhando com o tribunal para fazer um protocolo, um termo de cooperação, para que eles consigam fazer audiências de custódia na própria central de flagrantes, por exemplo, e algumas delegacias que são em cidades maiores, para que o preso não precise se deslocar. Então, se o preso tiver que ficar preso, fica naquele local. Se tiver que liberar, vai liberar. Sempre tem essa logística de deslocamento. Então, esse trabalho de integração, de conversa com os poderes, tanto o judiciário quanto o ministério público, é importante demais para que a gente tenha uma agilidade na atuação dos policiais para prender rapidamente e ficar preso quando for para ficar preso”, explicou.

Questionado sobre a polarização política envolvendo o tema da segurança pública, Antônio Luiz afirmou que as discussões partidárias não interferem na atuação das forças policiais.

“Eu não vejo que as pessoas podem falar o que quiserem, as pessoas podem comentar o que quiserem, as pessoas podem fazer a política que quiserem, mas dentro da polícia, dentro da segurança, o trabalho técnico é feito conforme as leis já aprovadas. Claro que as discussões antes das leis, elas acontecem. É democracia, é normal, mas isso não vemos como uma coisa que atrapalha o nosso trabalho técnico, não”, concluiu.