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Piauí

PSDB descarta aliança com Progressistas e União Brasil e defende candidatura própria ao Governo

Segundo Jorge Lopes, a legenda tem autonomia para definir seus rumos no estado e pretende disputar o Palácio de Karnak e o Senado com chapa própria.

24/07/2026 às 13h44

24/07/2026 às 13h44

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O presidente do PSDB no Piauí, Jorge Lopes, descartou qualquer possibilidade de aliança com o Progressistas (PP) e o União Brasil nas eleições de 2026. Às vésperas das convenções partidárias, o dirigente afirmou que a federação PSDB/Cidadania manterá o projeto de candidatura própria ao Governo do Estado e buscará construir alianças apenas com partidos que não integram o bloco liderado pelo PP.

PSDB descarta aliança com Progressistas e União Brasil e defende candidatura própria ao Governo do Piauí - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
PSDB descarta aliança com Progressistas e União Brasil e defende candidatura própria ao Governo do Piauí

Segundo Jorge Lopes, a legenda tem autonomia para definir seus rumos no estado e pretende disputar o Palácio de Karnak e o Senado com chapa própria.

“O PSDB é um partido independente. No Brasil está liberado. Nós tínhamos o pré-candidato a presidente que estava dialogado há um mês atrás, que era o Ciro Gomes, que foi pensar porque estava disputando o governo do Ceará, desistiu para disputar o governo do seu estado. Intervenção no PSDB eu não acredito de forma nenhuma com o democrata como Aécio Neves e Marconi Perillo no comando. O PSDB certamente terá candidato a governador no Piauí e eu como o pré-candidato ao Senado”, disse ao PortalODia.com.

O dirigente acrescentou que as chapas proporcionais já estão estruturadas para a disputa eleitoral.

“A chapa de federal está toda construída com 11 nomes e estadual também construída para que o povo do Piauí possa ver novamente o legado de Wall Ferraz, de Firmino, de Freitas Neto, de Silvio, de Chico Gerardo, retomando as urnas. O povo do Piauí sempre que votar no PSDB e agora terá a oportunidade”, relatou.

Questionado sobre uma eventual composição com o PP e o União Brasil, Jorge Lopes foi categórico ao negar qualquer aproximação.

“Se querem tratar a oposição com seriedade no Piauí tratem com respeito os partidos políticos. E o PSDB, um partido de legado, de história, veio para a discussão do Piauí desde que eu cheguei à presidência para se tratar a coisa com muito respeito do multipartidarismo. O PSDB nasceu na Constituição de 88, acredita que a democracia e os partidos políticos têm que chegar ao poder. Nós temos 30 partidos no TRE registrados e menos de 20% vão disputar a eleição de governador no Piauí. Não existe nenhuma possibilidade de coligação do PSDB com o PP e União Brasil”, ressaltou.

PSDB articula terceira via

Jorge Lopes revelou ainda que vinha dialogando com o ex-pré-candidato ao Governo pelo PL, Toni Rodrigues, antes da desistência de sua candidatura, com o objetivo de construir uma terceira via para a disputa estadual. Segundo ele, o projeto também envolve conversas com outras legendas de oposição, como Democracia Cristã e Partido Novo.

“Há algo muito maior nessa construção de diálogo com o ex-pré-candidato ao governo do PL, Toni Rodrigues. O Toni Rodrigues é um amigo de longas datas. Ele foi do PSDB antes de ir para o PL. Nós vínhamos dialogando a nossa tese de oposição verdadeira para que a eleição vá para o segundo turno no Piauí. Vinha dialogando com o Toni já há algum tempo, antes desse acontecimento trágico da política do Piauí”, comentou.

Para o presidente tucano, a estratégia de unificar toda a oposição em torno de um único candidato ainda no primeiro turno é equivocada.

“Esta tese que se quer vender, de que a eleição vai terminar no primeiro turno, tem que se agregar tudo em torno de um candidato de oposição. Totalmente errada, e isso sem nenhum respeito, porque não se mostra nem uma pesquisa verdadeira, fica-se o jogo de pesquisa de um lado e de outro, e desde fevereiro com o PSDB ingressou no Ministério Público Federal contra as pesquisas manipuladas do Piauí”, finalizou.