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PETR4 sobe 1% e atinge R$ 42,08 com petróleo em alta

Ações preferenciais da Petrobras avançam no pregão desta terça-feira impulsionadas pela valorização do Brent, que supera US$ 91 em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio

22/07/2026 às 10h30

22/07/2026 às 10h30

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em alta nesta terça-feira (22), cotadas a R$ 42,08 às 10h30, com valorização de +1,01% em relação ao fechamento anterior. O papel registra ganho de R$ 0,42 no dia, acompanhando a tendência positiva do petróleo no mercado internacional, que segue pressionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

No pregão de hoje, a PETR4 abriu cotada a R$ 42,10 e oscilou entre a mínima de R$ 41,97 e a máxima de R$ 42,19. O desempenho positivo reflete o cenário favorável para empresas do setor de óleo e gás, com o barril de petróleo Brent sendo negociado acima de US$ 91, impulsionado por preocupações com a oferta global da commodity.

Petróleo Brent sustenta alta das petroleiras

O principal catalisador para a valorização das ações da Petrobras nesta sessão é a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional. O Brent, referência para a estatal brasileira, opera próximo de US$ 91,33 por barril, registrando alta de aproximadamente 2% na sessão. A valorização da commodity está diretamente ligada ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que ameaçam o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de óleo.

O cenário geopolítico adverso tem sustentado os preços do petróleo em patamares elevados, beneficiando diretamente empresas produtoras como a Petrobras. Analistas apontam que o mercado está precificando riscos de interrupções simultâneas no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, o que poderia agravar ainda mais a oferta global da commodity.

Produção da Petrobras se aproxima de 3 milhões de barris diários

A PETR4 também se beneficia de fundamentos operacionais sólidos da companhia. Segundo declarações recentes da presidente da estatal, Magda Chambriard, a produção da Petrobras está se aproximando de 3 milhões de barris por dia, reforçando o momento de alta capacidade produtiva da empresa. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou produção média diária de 3,225 milhões de barris de óleo equivalente, representando alta de 16,1% na comparação anual.

A estatal também antecipou o início de produção da plataforma P-79, localizada no pré-sal da Bacia de Santos, no campo de Búzios. A unidade tem capacidade de 180 mil barris de óleo por dia, contribuindo para o aumento da produção total da companhia. Os investidores aguardam ainda a divulgação do relatório de produção e vendas do segundo trimestre de 2026, prevista para 28 de julho.

Contexto de mercado e perspectivas para PETR4

No cenário doméstico, o Ibovespa opera com volatilidade, ainda digerindo os impactos das tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entraram em vigor nesta data. Na semana passada, o índice fechou estável, com as ações da Petrobras figurando entre os destaques positivos, subindo mais de 1% em sessão marcada pela valorização dos barris de petróleo.

Do ponto de vista de dividendos, a PETR4 mantém atratividade para investidores focados em renda. Nos últimos 12 meses, a ação apresentou dividend yield de aproximadamente 7,15%, com distribuição total de cerca de R$ 3,69 por ação. O plano de negócios da empresa estima pagamentos entre US$ 45 bilhões e US$ 55 bilhões em dividendos no período de 2025 a 2029.

Analistas de mercado mantêm recomendação de compra para o papel, com preço-alvo médio de R$ 54,95 para os próximos 12 meses, o que representa potencial de valorização superior a 30% em relação à cotação atual. O principal risco para a tese de investimento permanece atrelado à volatilidade dos preços do petróleo e a eventuais mudanças na política de dividendos da companhia.