Teresina teve a quinta maior valorização imobiliária do Brasil, segundo o levantamento do FipeZap divulgado pelo Portalodia.com nesta quinta (02). Essa valorização tem atraído a atenção de compradores e investidores. Especialistas afiram que o crescimento da capital está diretamente ligado à concentração de serviços de educação, saúde e negócios, fatores que impulsionam a procura por imóveis.
Luiz Carlos de Aragão, corretor de imóveis e avaliador, explica que esses três segmentos fazem de Teresina um polo regional e ajudam a manter o mercado imobiliário aquecido. “Com certeza, a busca por educação, saúde e negócios são os três fatores que concorrem para esse crescimento. Mas, além da oferta de serviços, a infraestrutura urbana também pesa na decisão de compra”, avalia.
Ele conta que observa uma mudança no perfil do consumidor teresinense nos últimos anos e que os aspectos ligados à qualidade de vida passaram a ser determinantes na hora de escolher um imóvel para comprar ou alugar. “O comprador exige localização, segurança, limpeza pública, transporte e boa iluminação. Devido ao fator segurança, condomínios, tanto verticais quanto horizontais, têm também uma grande procura”, explica Aragão.
Zona Leste de Teresina continua como preferência
Mesmo com a expansão da cidade para outras regiões, a zona Leste continua sendo a área mais valorizada e mais procurada por quem quer comprar um imóvel para morar, investir ou empreender em Teresina. Luiz Carlos de Aragão comenta que a procura acompanha a valorização da região, que reúne boa infraestrutura, oferta de serviços e facilidade de acesso aos principais pontos da cidade.
Mas, apesar da valorização imobiliária da capital ter atingido patamares significantes ao longo do primeiro semestre de 2026, ainda há bastante cautela por parte dos compradores, principalmente diante de imóveis anunciados com preços acima da realidade. Aragão afirma que isso não causa exatamente uma retração, mas que acende um “sinal amarelo, um leve pé no freio”, no setor.
De acordo com o corretor, muitos proprietários acabam estipulando valores elevados, o que dificulta a concretização dos negócios e prolonga o tempo dos imóveis à venda. “Quando o imóvel é colocado no mercado por um valor acima da realidade, ele pode ficar anos sem negociação. Por isso, é fundamental que a avaliação seja feita com critérios técnicos”, alerta Aragão.
Mesmo neste cenário, o corretor acrescenta que os imóveis destinados à locação, especialmente os comerciais, continuam despertando interesse dos investidores.
Expansão de Teresina deve acompanhar as necessidades do mercado
Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade da expansão urbana de Teresina. Segundo Luiz Carlos de Aragão, o crescimento da capital deve avançar em direção aos municípios de União e Altos, além do Grande Dirceu, de áreas da Zona Sul e, posteriormente, da Zona Norte. Na avaliação do corretor, a cidade ainda apresenta espaço para novos empreendimentos, desde que os projetos acompanhem as necessidades do mercado e os imóveis sejam ofertados com preços compatíveis com a realidade.
Daí a importância de se procurar a avaliação de um profissional qualificado antes de colocar um imóvel no mercado. O Piauí possui corretores credenciados junto ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-PI) que são aptos a avaliar e precificar imóveis de forma justa tanto para quem vende quanto para quem compra. “Uma precificação correta aumenta as chances de uma negociação rápida e dentro da realidade do mercado”, finaliza Aragão.