Palmeirais

“Parece que estou num pesadelo”, diz mãe de bebê de um mês que morreu após levar soco

O golpe foi desferido pelo companheiro de Luziana, Joelson Oliveira de Sousa (33)

10/12/2021 10:54h - Atualizado em 10/12/2021 11:08h

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A dona de casa Luziana da Conceição Gomes contou que ainda está muito abalada com a morte da filha de apenas um mês e cinco dias, vítima de traumatismo craniano após levar um soco na cabeça durante violência doméstica nesta quinta-feira (09). O golpe foi desferido pelo companheiro de Luziana, Joelson Oliveira de Sousa (33). O fato aconteceu no povoado São Joaquim, em Palmeirais.

Luziana da Conceição está abalada com a morte da filha, de um mês e cinco dias (Foto: Jailson Soares/ODIA)

Em entrevista ao ODIA, Luziana da Conceição contou que ela e Joelson estavam discutindo e a bebê começou a chorar. Para acalmar a filha, a mãe a pegou no colo. Foi quando o companheiro lhe desferiu o golpe, acertando a nuca da criança, que morreu no local.

“Ela estava no meu braço, estava amamentando. Ele estava discutindo comigo e eu estava com a criança no braço para ver se ela se acalmava mais, porque ela estava chorando e eu não ia deixar ela em cima da cama chorando. Ele deu um murro e pegou na nuca, ela estava no meu ombro. Quando coloquei ela na cama já estava saindo sangue pelo nariz e faleceu na hora. É forte, não caiu a ficha ainda. Parece que estou num pesadelo”, disse Luziana.

Luziana conta que a briga teria começado devido a mensagens enviadas em aplicativos. Joelson também estava ingerindo bebida alcoólica no momento do fato. A mulher ressalta que as agressões eram corriqueiras e que seu companheiro chegou a lhe ameaçar de morte. 

Joelson Oliveira de Sousa (33) desferiu um golpe que atingiu a nuca da criança (Foto: Jailson Soares/ODIA)

“Ele estava me dando murro, me espancando. Isso já vinha acontecendo, me ameaçando de morte. Ele tinha me mandado embora. O motivo da briga foi por causa de mensagens no WhatsApp. Ele bêbado, queria mandar mensagem para a prima dele e uns parentes e eu pedi para ele não mandar, dando conselhos”, acrescenta. 

Segundo Luziana, Joelson Oliveira de Sousa já tinha passagem pela polícia, e, enquanto era encaminhado à Central de Flagrante, chegou a chorar, informando que sentia-se culpado pelo ocorrido.

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