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Fotografa teresinense mora ao lado do jornal que sofreu ataque em Paris

Homens invadiram o escritório da revista francesa Charlie Hebdo e mataram ao menos 12 pessoas, entre elas, dois policiais e quatro cartunistas.

07/01/2015 19:43

Nayla Desirée

A fotógrafa teresinense Nayla Desirée, 23 anos, mora na mesma rua em que funciona a sede da revista Charlie Habdo, em Paris, e relatou momentos de tensão. "Quando cheguei em casa vi a polícia tirando os corpos e colocando os feridos nas ambulâncias. Fiquei assustada, a minha primeira reação foi ligar para o meu marido e ver se estava tudo bem", contou.


A piauiense, que mora na França há três anos, estava trabalhando no momento do tiroteio. Quando voltou para casa, após as 12h, se deparou com a rua interditada. "Os policiais pediram para ficarmos na calçada. Quem morava perto foi orientado a ir para casa. A moça que fica na portaria do meu prédio presenciou o ataque e estava em estado de choque", relatou. "Vi muitos carros com marcas de tiros e vitrines quebradas", completou.

A sede da revista funcionava em um bairro residencial de Paris. A brasileira contou que o prédio não tinha nenhuma identificação com o nome do veículo de comunicação. "Tenho vizinhos que moram aqui há 17 anos e não sabiam que a Charlie Hebdo estava instalada neste bairro, nem eu tinha noção. Já vi alguns rapazes conversando na calçada, mas não imaginava que eram jornalistas", contou. "Estamos em estado de pânico", enfatizou. 

Segundo Noemie, ninguém estava impedido de sair, no entanto os funcionários preferiram seguir a orientação e permaneceram no edifício. "Quando voltei para minha estação de trabalho, acompanhei o que havia acontecido pela tevê. Isso realmente me deixa chocada, aconteceu muito perto. Estou bem, mas sinto pelo Habdo", declarou. 

Foto feita da varanda do quarto de Nayla Desirtée

Homens invadiram o escritório da revista francesa Charlie Hebdo e mataram ao menos 12 pessoas, entre elas, dois policiais e quatro cartunistas. Ao disparar vários tiros, os suspeitos gritaram: "Vingamos o Profeta!", em referência a Maomé, alvo de uma charge publicada há alguns anos pela revista, o que provocou revolta no mundo muçulmano.


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Fonte: Correio Brasiliense
Edição: Lucas Stefano
Por: Lucas Stefano
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