Uma discussão durante um karaokê realizado em uma confraternização de uma academia de crossfit terminou em agressão e na exoneração de três servidoras comissionadas da Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O caso aconteceu, no bairro Areia Branca, e é investigado pela Polícia Civil.
A vítima, Antônia Viter, de 24 anos, relatou que a confusão começou após críticas à sua participação no karaokê. Segundo ela, as agressoras passaram a debochar de sua apresentação musical.
“Começaram a falar que eu cantava mal. Disseram ‘nota dó’ para a minha voz, e eu prontamente falei que o karaokê estava disponível para todos, porque todo mundo pagou. Rapidamente, elas vieram para cima de mim, uma puxando o microfone da minha mão e já puxando meu cabelo. As amigas dela também vieram para cima, e foi tudo muito rápido”, afirmou.
A jovem disse que não conhecia as mulheres envolvidas na confusão. De acordo com ela, apenas uma delas frequentava a mesma academia, mas em horários diferentes. “Não conhecia. Nunca tinha visto na minha vida. Apenas uma treinava no mesmo lugar que eu, mas em horários diferentes, então a gente nunca tinha se visto pessoalmente”, contou.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram hematomas, ferimentos e falhas no couro cabeludo da vítima. Antônia afirma que teve mechas de cabelo arrancadas durante as agressões. Ela procurou atendimento médico e registrou um boletim de ocorrência na 54ª Delegacia de Polícia de Belford Roxo.
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Após publicar o caso nas redes sociais, a jovem descobriu que as suspeitas ocupavam cargos comissionados na administração municipal. A repercussão levou a prefeita de Belford Roxo, Mariana Canella, a anunciar a exoneração das três servidoras que atuavam na Secretaria Municipal da Mulher. A medida foi posteriormente oficializada no Diário Oficial do município.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a prefeita classificou o episódio como inaceitável e afirmou que não há espaço para esse tipo de conduta na gestão municipal. Ela também determinou que a Secretaria de Assistência Social ofereça apoio à vítima.
Abalada com a repercussão do caso, Antônia afirmou que teme novas represálias. “Se uma pessoa faz isso por causa de um simples karaokê, imagina agora a proporção que isso tomou, depois que perderam os empregos. Então é muito fácil fazer uma coisa muito pior agora”, declarou.
O estabelecimento onde ocorreu a confraternização também divulgou nota repudiando qualquer forma de violência e informou que adotou medidas internas após o episódio. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.