Petrobras anuncia reajustes de 14,2% para o diesel e de 5,2% para a gasolina

Os reajustes refletem a disparada dos preços dos derivados no mercado internacional e do fechamento das refinarias devido a guerra da Rússia e Ucrânia

17/06/2022 11:12h

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Após 99 dias congelado, o preço da gasolina será reajustado no sábado (18) pela Petrobras, passando a custar R$4,06 o litro nas refinarias da estatal, um aumento de 5,2%. O diesel, há 39 dias sem aumento, passará a custar R$5,61 o litro, alta de 14,2%, conforme anúncio realizado nesta sexta-feira (17).


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Os reajustes refletem a disparada dos preços dos derivados no mercado internacional, seguindo a alta do petróleo e refletindo maior demanda e o fechamento de refinarias em meio à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), para alinhar o preço interno com o praticado no Golfo do México, de onde sai a maioria das cargas, o aumento deveria ser de R$0,57 para a gasolina e R$1,37 para o diesel, diante de defasagens de 13% e 21%,respectivamente.

(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

O aumento segue a escalada de preços do petróleo no mercado internacional. Nesta sexta-feira, os contratos da commodity para agosto eram comercializados a US$119,5 o barril no período da manhã, pelo horário de Brasília.

O câmbio também não está ajudando e já ultrapassa os R$5, com a cautela dos investidores impulsionando a moeda norte-americana.

A alta dos combustíveis tem sido ponto de tensão entre a Petrobras e o governo. O presidente da República, Jair Bolsonaro, critica a companhia pelos altos lucros e distribuição de dividendos bilionários, inclusive para a União, e pedia para que novos reajustes não fossem realizados.

Pelo estatuto da estatal, um eventual prejuízo provocado pelo seu acionista controlador (União) tem que ser compensado, ou seja, para segurar os preços em relação ao mercado internacional, a União teria que pagar a diferença à Petrobras.

Nos últimos dias, outras autoridades ligadas a Bolsonaro vieram a público reclamar da estatal, como o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).


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Fonte: Estadão Conteúdo

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