A Secretaria Estadual
de Educação (Seduc)
informou que 2 mil professores
estão trabalhando
em outros órgãos ou em
desvio de função e recebendo
salários pela Seduc.
Os dados serão discutidos
no processo de reordenamento
que a Secretaria de
Educação está executando
para saber a real situação
do número e onde estão os
professores de rede estadual.
O governo quer que
os professores que
estão fora da sala de aula
deixem de causar ônus
para a Seduc.

A informação confirmada
durante encontro
com a equipe do governo e
o do Sindicato dos Trabalhadores
em Educação do
Piauí (Sinte-PI) será um os
principais pontos do reordenamento.
A presidente
do Sinte, Odeni Silva,
informou que o órgão realiza
esta denúncia há
vários anos e espera que
agora as irregularidades
sejam sanadas.
�€œO que vemos são professores
na Assembleia
Legislativa, no Tribunal
de Justiça, nas Secretarias
de Estado, recebendo
salários da Educação que
poderiam ser utilizados
para melhorar os serviços
da rede pública de ensino�€,
pontuou a sindicalista.
Ela
ainda acrescentou que se
os professores estão afastados
da sala de aula,
devem receber salários de
onde estão atuando.
O secretário interino de
Educação, Helder Jacobina,
explicou que estes
professores ou estão à disposição
de outros órgãos,
ou em desvio de função, que
é quando estão executando
serviços fora da sala de
aula.
O grande número de
professores nesta situação
contribui para a falta de
gestores em algumas disciplinas
na rede pública.
Já a futura secretária
de Educação, Rejane Dias,
informou que algumas disciplinas
possuem muitos
professores, enquanto
outras possuem uma
carência muito grande, e
que o reordenamento vai
poder mostrar ao Governo
onde é necessária a presença
de mais professores.