Lixo eletrônico: saiba como descartar e encontrar pontos de coleta em Teresina

Na capital, alguns supermercados recebem esse material, que pode ser reincorporado à cadeia produtiva e gerar renda

06/12/2020 10:11h - Atualizado em 06/12/2020 10:26h

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Um dos maiores problemas da sociedade atualmente é a questão do manejo e descarte dos resíduos sólidos produzidos diariamente pelos aglomerados urbanos. A situação fica ainda mais complicada quando se fala de lixos eletrônicos, que são aqueles equipamentos elétricos sem uso e que possuem em sua composição substâncias nocivas ao ser humano e ao meio ambiente.


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Aqui em Teresina, uma volta pelas avenidas marginais dos rios que cortam a cidade e é possível ver de longe eletrodomésticos descartados em vias públicas, sobretudo aqueles da linha branca (geladeiras e fogões). Sem saber o que fazer com um eletroeletrônico sem uso, as pessoas costumam pagar carroceiros para se desfazerem do objeto. O que muitas pessoas desconhecem é que a cidade conta com pontos de coleta e entrega de equipamentos eletrônicos sem uso, para o descarte correto.

(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

E quando se fala em lixo eletrônico, se fala desde materiais pequenos como pilhas, baterias e celulares até equipamentos maiores como os da linha branca. Estes últimos devem ser devolvidos aos fabricantes que são os responsáveis por fazerem a desmontagem e o descarte correto para dar uma destinação às peças. Já lixos eletrônicos menores como as pilhas, baterias e celulares podem ser entregues nos pontos de coleta espalhados pela cidade.

Os Pontos de Entrega Voluntária (PEV) para lixos eletrônicos (aparelhos celulares) ficam localizados no Supermercado Pão de Açúcar da Avenida Nossa Senhora de Fátima; no Posto de Revenda da Tim na Avenida Frei Serafim; no Posto de Revenda da Vivo na Frei Serafim e no Shopping Riverside; e próximo ao Banco Santander, na Avenida João XIII, perto da entrada da Ponte JK.

O lixo eletrônico pode ser reincorporado na cadeia produtiva 

Em fevereiro deste ano, o Brasil regulamentou o processo de logística reversa para produtos eletrônicos. Ele consiste basicamente no descarte do lixo eletrônico que será devolvido aos seus fabricantes ou tratadores especializados, o que evita impactos mais danosos ao meio ambiente.


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Cabe ao cidadão entregar os resíduos nas condições solicitadas e nos locais estabelecidos pelos sistemas de logística reversa. O setor privado, por sua vez, é o responsável por gerenciar ambientalmente o manejo correto dos resíduos sólidos visando sua reincorporação na cadeia produtiva, às inovações nos produtos e o uso racional dos materiais de prevenção da poluição. Ao Poder Público, cabe a fiscalização do processo e a conscientização do cidadão.

(Foto: Arquivo/ODIA)

Na prática, o sistema de logística funciona da seguinte forma: o consumidor devolve o produto ou embalagem descartada ao comerciante ou a distribuidor no Ponto de Entrega Voluntária (PEV). O comerciante e o distribuidor ou as próprias PEV’s remetem o produto ou embalagem ao fabricante ou ao importador que, por sua vez, encaminham o resíduo eletrônico reciclagem ou descarte adequado. 

Lixo eletrônico também gera renda

Além de virarem novos produtos, os lixos eletrônicos também geram renda para quem mais precisa. É com o material reciclado do lixo eletrônico arrecadado que o MP3 (Movimento Pela Paz na Periferia) cobre parte de seus gastos e custeia a manutenção de cursos de capacitação e inclusão digital para jovens em situação de vulnerabilidade social em Teresina.

(Foto: Arquivo/ODIA)

Quando um equipamento eletrônico descartado é doado ao MP3, ele passa por uma triagem onde a equipe faz a testagem para saber aquilo que dá e que não dá para ser reaproveitado. Materiais como cobre, ferro, plástico e tubos são retirados e o que é vendável vai para a loja que o projeto mantém em sua sede. O que não for segue para descarte. 

“O dinheiro que sai da loja mantém o combustível do nosso carro, ajuda a manter a alimentação e as ferramentas que usamos. Além de ser um produto reciclável, a gente vende barato para que as pessoas tenham acesso. Claro que não queríamos estar vendendo, queríamos doar. Mas no momento não temos condição de fazer isso”, explica Júnior do MP3, coordenador do projeto.

(Foto: Arquivo/ODIA)

Vale lembrar que o MP3 não é uma entidade de coleta de lixo eletrônico. Tudo que é reciclado por eles é doado por quem precisa fazer o descarte e nem todo o material que chega pode ser reaproveitado. É o caso, por exemplo, dos tubos catódicos de televisores e computadores, cujos componentes são químicos e necessitam de equipamentos e técnicas de manejo mais apurados das quais o projeto ainda não dispõe. 

A sede do MP3 para a doação de material eletrônico para descarte ou reaproveitamento fica na Avenida Walter Alencar, 762, bairro São Pedro.

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Por: Maria Clara Estrela

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