Especialista recomenda check up para avaliar capacidade reprodutiva

Na consulta, é avaliado histórico familiar do casal. Há ainda a possibilidade de prescrição de vitaminas.

26/12/2018 08:48h

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Para quem colocou nos planos de ano novo, uma gestação, é bom realizar exames com antecedência para avaliar a capacidade reprodutiva. O especialista em reprodução humana, Anatole Borges explica que a consulta pré-concepcional é muito importante para quem deseja ser mãe em breve.

“Na consulta, é avaliado o histórico familiar do casal, doenças crônicas como diabetes, hipertensão, alterações hormonais, estilo de vida e hábitos maléficos como alcoolismo ou tabagismo, além da prescrição de vitaminas como ácido fólico, que auxilia no sistema nervoso do bebê. Na parte da mulher, por exemplo, a avaliação passa pelo endométrio, função e reserva ovariana e tubas uterinas. Todo esse procedimento é importante para avaliar a saúde reprodutiva do casal”, frisou Borges.

Atualmente muitas mulheres estão adiando a gravidez e tentando ser mães pela primeira vez após os 30 anos, em função da carreira e das mudanças sociais. Após os 35 anos podem iniciar as dificuldades para obter uma gestação.


Especialista em reprodução humana ressalta da importância da consulta pré concepcional. Foto: Divulgação

Quando Luana Borges decidiu ser mãe, buscou logo um médico para fazer todas os exames necessários para ter uma gestação tranquila e um bebê saudável. Os exames mostraram para ela um pólipo no útero, o que dificultaria sua gestação. “Fiz muitos exames e foi detectado esse problema, tive que passar por uma cirurgia, o tempo de recuperação, e só assim consegui engravidar, 10 meses depois da decisão de ser mãe. Apesar da espera ter sido maior que o que eu imaginava, agora sim estou esperando meus bebês, pois estou grávida de gêmeos”, contou feliz a futura mamãe

“O congelamento de óvulos pode ser uma opção para as mulheres que querem postergar a gravidez e a programação e informação sobre este método deve fazer parte da rotina ginecológica. Além disso, há muitas doenças que podem interferir na fertilidade feminina, como miomas, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, além das sexualmente transmissíveis como sífilis e clamídia”, sinaliza o médico.

Segundo o especialista em reprodução humana, infelizmente, aquele ditado “a mulher de 40 anos é a nova de 30” não prega para na linha do tempo dos ovários. O relógio biológico é fatídico. Nascemos com os 2 milhões de óvulos e na fase da menstruação caem entre 300 e 500 mil óvulos com prazo de validade. “O tempo é crucial para quem deseja engravidar, e cada ano que passa as chances de gravidez natural diminuem e mesmo em casos de tratamentos de fertilidade, a idade tem impacto no resultado da fertilização”, frisou.

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Fonte: Da redação

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