Alberto Luiz Freitas Monção, ex-diretor de uma creche em Timon (MA) e acusado de estuprar crianças, foi preso novamente após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, ele rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava, se escondeu em uma kitnet em Teresina e chegou a recolocar o equipamento antes de receber voz de prisão.
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As informações foram divulgadas pelo delegado Cláudio Mendes, da 18ª Delegacia Regional de Timon, responsável pelas investigações. De acordo com o ele, Alberto deixou de usar a tornozeleira eletrônica no último domingo (5), descumprindo uma das medidas cautelares impostas após ter obtido liberdade por decisão da 1ª Vara de Timon.
“No último domingo (5), esse indivíduo deixou de usar a tornozeleira eletrônica, que era uma das medidas cautelares impostas quando ele ganhou liberdade por decisão do juiz da 1ª Vara, doutor Rogério Monteles”, afirmou.
Além de romper o equipamento, o investigado vinha descumprindo outras determinações judiciais. Conforme a Polícia Civil, ele deixava de manter a tornozeleira carregada, descumpria o recolhimento domiciliar noturno e, frequentemente, se deslocava para Teresina durante a noite.
Segundo Cláudio Mendes, diante das violações, o Ministério Público solicitou uma nova prisão preventiva poucos dias após a concessão da liberdade e também recorreu da decisão que autorizou a soltura.
“No domingo, em frente à rodoviária de Timon, ele rompeu a tornozeleira eletrônica. O equipamento deixou de emitir sinal. Entretanto, apesar de o Ministério Público já ter solicitado a prisão havia cerca de oito dias, o mandado ainda não havia sido expedido”, explicou o delegado.
Na quarta-feira (8), o juiz da 3ª Vara de Timon, José Elismar Marques, decretou a prisão preventiva do acusado. A partir da decisão, a Polícia Civil intensificou as buscas e descobriu que Alberto havia deixado Timon por volta das 6h30 de quinta-feira (9), seguindo para uma kitnet em Teresina.
Os policiais foram até o imóvel e permaneceram cerca de 40 minutos tentando contato. Como não houve resposta, foi necessário arrombar o portão. O acusado foi localizado no interior da residência e recebeu voz de prisão.
Um dos fatos que chamou a atenção dos investigadores foi que Alberto havia recolocado a tornozeleira eletrônica antes de ser capturado. “O interessante é que ele voltou a colocar a tornozeleira eletrônica. Não sei se ficou com medo das consequências, se não teve dinheiro para fugir ou qual foi o motivo, mas resolveu recolocar a tornozeleira. Só que já era tarde, porque ele já vinha descumprindo as medidas cautelares”, declarou o delegado.
Cláudio Mendes afirmou ainda que a expectativa é de que o acusado permaneça preso durante toda a tramitação do processo. “Agora ele vai aguardar preso a instrução processual e acredito que também será julgado preso. Acredito que ele permanecerá preso durante o andamento do processo”, concluiu.