O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à Presidência da República, deve vir ao Piauí na primeira quinzena agosto
A informação foi repassada pelo major Diego Melo, pré-candidato a deputado federal e presidente do Pros (Partido Republicano da Ordem Social), sigla que deve formar uma coligação com o PSL no Piauí, tendo como pré-candidato ao Governo o publicitário Fábio Sérvio.

Major Diego Melo e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)
Major Diego afirma que a intenção é trazer Bolsonaro a Teresina no dia 4 de agosto, quando acontecerá a convenção conjunta do PSL e do Pros, mas "caso não seja possível, Bolsonaro deve vir ao Piauí no mais tardar até o dia 16 de agosto".
O ex-deputado Elizeu Aguiar, pré-candidato ao Senado, comenta que, a partir de agora, Bolsonaro deve intensificar suas viagens pelo país, como forma de compensar o pouco tempo que terá na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão.
Enquanto o presidenciável do PSL terá menos de 10 segundos, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), por exemplo, pode chegar a cerca de cinco minutos, já que seu partido possui uma das maiores bancadas da Câmara Federal, e ainda deve contar com o apoio do chamado "centrão", integrado por algumas siglas que possuem bancadas expressivas, como o PP, o DEM e o PR.
Mesmo com essa desvantagem no espaço da propaganda eleitoral gratuita, Elizeu Aguiar considera que há um "lado positivo". Segundo o ex-deputado, este "isolamento político" de Bolsonaro confere mais independência à sua candidatura.

Elizeu Aguiar, pré-candidato ao Senado Federal (Foto: Divulgação)
"A vantagem de Bolsonaro estar sem o apoio de alguns partidos é que ele poderá indicar para seus ministérios as pessoas mais competentes. Vai colocar quem ele acha que merece, por meritocracia, não por politicagem. Diferentemente de certos partidos que estão apoiando determinado candidato, e posteriormente vão exigir uma fatia do bolo
Elizeu considera que as indicações políticas até são aceitáveis, mas não devem se sobrepor ao interesse público, o que, segundo ele, ocorre governo após governo.
"Os espaços políticos dentro da estrutura do Governo devem existir, mas esses espaços não podem ser colocados em áreas prioritárias, como a segurança, saúde, educação e planejamento, que são as áreas que proporcionam as condições de desenvolvimento. Isso preciso ser tratado com critério. E o país está pagando um preço alto porque muitas vezes vai o indicado político comandar o ministério, enquanto o técnico, que é capacitado, fica num posto subalterno. Consequentemente, alguns conseguem se sobressair e outros não. E o país caminha a passos lentos, quando poderia ter uma aceleração muito maior. Com a eleição de Jair Bolsonaro, tenho certeza que vai haver a quebra de paradigmas como esse", pondera o pré-candidato ao Senado.