O Tribunal Regional Federal da 1ª Região condenou o deputado estadual pastor Gessivaldo Isaías (PRB) a dois anos de reclusão por corrupção passiva. No entanto, a condenação não terá efeito prático por que o crime já prescreveu. A denúncia contra Gessivaldo Isaías é fruto da “operação Sanguessuga”, culminada em 2006 quando o Ministério Público Federal e a Polícia Federal acusavam o parlamentar de supostamente ter recebido propina da empresa Planam em 2004.
Gessivaldo Isaias (PRB) foi deputado federal até 2002. Gessivaldo Isaías, que hoje ocupa o cargo de secretário estadual de Trabalho e Empreendedorismo, foi inocentado da acusação de formação de quadrilha. Já no caso de corrupção passiva, o voto do relator Ney Bello foi pela absolvição, mas dois desembargadores votaram contrários, condenando o parlamentar. De acordo com Kleber Lopes, advogado que defende Isaias em Brasília, a condenação ocorreu porque os desembargadores não leram o processo e não ficaram atentos quanto a prescrição do crime.
Foto: Jailson Soares/ ODIA

“O crime não aconteceu e mesmo que tivesse acontecido estaria prescrito. A denúncia não se sustenta porque ele deixou de ser deputado em 2002 e pelo que diz o MPF, ele teria recebido propina em 2004. Mesmo assim vamos recorrer para provar a inocência do réu”, disse o advogado.
O MPF e a Polícia Federal, por meio da “Operação Sanguessuga”, desarticularam, no ano de 2006, complexa organização criminosa voltada à venda de ambulâncias com valores superfaturados em até 110%. A investigação descobriu que a PLANAM monitorava a tramitação de emendas de vários congressistas e atuava corrompendo agentes públicos do Ministério da Saúde, de Prefeituras Municipais, de entidades não-governamentais e parlamentares.
Por: João Magalhães- Jornal O Dia