Fábio Novo critica federação do PT com o PSB e diz que mudança cria constrangimento

Caso se concretize, a federação no Piauí colocaria o ex-governador Wilson Martins na chapa petista, os deputados Nerinho (PTB), Hélio Isaías (Progressistas) e Fábio Xavier (PL) já demonstraram interesse em se filiar ao PSB

24/01/2022 10:49h

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O deputado estadual Fábio Novo (PT) criticou a possível realização de uma federação do PT com outros partidos no Piauí.  Nos bastidores o ex-presidente Lula costura uma possível aliança com o PSB e o PC do B em âmbito nacional,  a mudança teria repercussão em todo o território brasileiro. Diferente das extintas coligações, a federação criará uma união mais duradoura, os partidos aliados deverão permanecer juntos por quatro anos, o que afetará profundamente todas as siglas partidárias. 

Novo lamentou que a federação poderá tirar a liberdade dos partidos e afirmou a sua posição de rejeição a união. “No caso da Federação não existe independência, lendo bem as regras é um projeto que vai valer por quatro anos, é uma coligação que permanece por quatro anos. Sou contrário a federação, a gente tem que manter uma linha de coerência, sempre defendemos o fim das coligações para fortalecer os partidos. Isso estimula o partido a abrir espaços para novas candidaturas”, disse o deputado.

Caso se concretize, a federação no Piauí colocaria o ex-governador Wilson Martins na chapa petista, os deputados Nerinho (PTB), Hélio Isaías (Progressistas) e Fábio Xavier (PL) já demonstraram interesse em se filiar ao PSB. A chegada dos três tiraria o espaço dos petistas que hoje são pré-candidatos. De acordo com a legislação a oferta de vagas para a federação se manterá com no máximo 31 vagas para deputado estadual e 11 para deputado federal.  

Fábio Novo revela que haverá um incômodo dentro do PT com a perda de espaço no partido. “Vamos ter constrangimentos dentro do PT, trabalhamos para montar uma chapa que hoje tem 25 nomes e que terá que ser reduzida. Se a gente entra em uma federação com quatro partidos nós só teremos direitos a lançar 31 nomes para a assembleia, se o PT que tem mais parlamentares desses quatro, tendo direito a 50% das vagas, que seria 15, hoje tem 25 nomes, ou seja, dez pessoas ficariam fora. Ao tirar esses nomes tiramos a possibilidade de revelar novas lideranças Essa fórmula não é boa”, lamentou o deputado. 

FOTO: Jailson Soares/ODIA

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