Jeová alega desistência de Júnior Macedo e diz que Antônio José Lira continua na Câmara

A reviravolta ocorre 24 horas após o empresário Júnior Macedo protocolar um requerimento de posse no protocolo da Câmara

21/06/2022 12:19h - Atualizado em 21/06/2022 12:32h

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A Câmara Municipal de Teresina viveu mais um episódio da novela envolvendo o vereador Antônio José Lira (Republicanos) e o suplente de vereador, Júnior Macedo. Na manhã desta terça (21) o presidente da casa, Jeová Alencar (Republicanos), revelou que José Lira continuará no parlamento. Macedo pleiteia a cadeira já que é o segundo suplente do PSD, Lira, o quarto suplente, assumiu em maio após a desistência de Júnior Macedo alegando problemas pessoais.  

A reviravolta ocorre 24 horas após o empresário Júnior Macedo protocolar um requerimento de posse no protocolo da Câmara. De acordo com Jeová a Lei Orgânica do legislativo vedaria a posse de Macedo. “A lei orgânica no seu artigo 41, parágrafo 2°, fala que na vacância, no caso o vereador Renato Berger saiu para ocupar uma secretaria, chamamos um suplente, o Júnior Macedo entrou com um requerimento de que não poderia assumir naquele momento. Nestes termos chama o subsequente, ficando impedido de retornar. Só pode retornar o vereador de mandato, há uma desistência clara aí, ele não pode voltar a hora que quiser, fica mantido o vereador Antônio José Lira”, disse o vereador.

FOTO: Tarcio Cruz/ O DIA

Indignado, Júnior Macedo acusou Jeová de favorecer o seu “compadre” Antônio José Lira. “O que está acontecendo é um rasgamento da constituição e do regimento interno. Tenho consciência de que os vereadores sabem disso. Vamos buscar nossos direitos na justiça, vamos até o final lutar pelos nossos direitos. Teve um erro de interpretação do presidente, o Antônio José Lira é um aliado, mas não podemos usar a estrutura da Câmara para manter um vereador irregular na casa. Regular sou eu”, finalizou

FOTO: Tarcio Cruz/ O DIA

Renúncia Tácita

Pivô de toda a polêmica, Antônio José Lira argumentou que Júnior Macedo teria cometido uma renúncia presumida. “Se ele quer judicializar aqui não é o local, ele tem que ir no Tribunal de Justiça. Fui convocado, assumi, quando ele foi convocado ele poderia assumir e depois tirar licença. Ele foi convocado e não assumiu e pediu licença. Existe um termo jurídico que se chama renúncia tácita, é isso que ocorreu”, finalizou. 

FOTO: Tarcio Cruz / O DIA

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