O deputado federal eleito Júlio Arcoverde (Progressistas)
avaliou o cenário federal no início do ano legislativo em Brasília a partir de
fevereiro. Eleito na oposição ao presidente Lula, Júlio deve integrar uma ala independente do partido
que ao lado do PL votará contra as proposições do novo Governo.
De acordo com o parlamentar a tendência é que a PP fique na
oposição. “O senador Ciro Nogueira já afirmou o compromisso, junto com o
presidente Bolsonaro, de ficar na oposição quatro anos. A maioria do partido vai
seguir nesse posicionamento”, disse. Apesar da posição de Arcoverde uma pequena
parcela da legenda irá apoiar lula, o deputado piauiense Átila Filho pode fazer
parte deste grupo.
Para Júlio Arcoverde o ponto contrário a Lula será
importante para o país, como um contra freio ao executivo. “Acredito que vamos
ser um poder moderador, será importante para o país ter um partido de oposição
na presidência da Câmara, até para segurar um pouco os atos do governo. Eu acho
que vamos ter um início de governo muito difícil, nosso congresso nacional,
assim como eu, é a grande maioria de centro-direita e ele vai ter que ter muita
conversação”, afirmou.

FOTO: Tarcio Cruz/ O DIA
Enquanto o Progressistas buscará a discordância e terá uma
postura divergente do Palácio do Planalto, o PT irá trabalhar para o consenso,
como destaca o deputado Francisco Costa. “Buscamos o entendimento lá, a bancada
do PT achou por bem migrar para a reeleição do atual presidente Arthur Lira.
Naturalmente o presidente Lula tem buscado um diálogo com vários partidos para
formar uma base que dê sustentação. Alguns partidos farão oposição, membros do
PL, Progressistas, mas o encaminhamento é fazer uma boa base na Câmara”,
finalizou o parlamentar.
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