Madalena Nunes acredita que Psol possa quebrar polarização e ser alternativa da esquerda

A pré-candidata afirmou que a terceira via deve ser construída por um nome de esquerda construído em conjunto com as organizações populares.

28/06/2022 18:00h

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A servidora pública e pré-candidata a governadora, Madalena Nunes, acredita que o PSOL possa se mostrar como alternativa na disputa pelo Governo do Piauí. Em entrevista na tarde desta terça-feira (28), ao apresentador Douglas Cordeiro, no programa O Dia News, da O DIA TV, a pré-candidata afirmou que a terceira via deve ser construída por um nome de esquerda construído em conjunto com as organizações populares.

Foto: Jailson Soares/O Dia

“Nós queremos um nome de esquerda, construído pela esquerda. O PSOL trabalha e se organiza a partir dos movimentos sociais, e a partir disso, nós chamamos [a população], porque as pessoas estão sofrendo e no Piauí não é diferente. Nós precisamos nos organizar e, inclusive, disputar, porque sabemos que a disputa eleitoral não termina na eleição, ela é uma disputa continuada, e é junto com as organizações populares que podemos quebrar essa lógica de polarização”, afirmou.

A servidora pública da Justiça Federal não economizou nas críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que o governo atual é o pior desde a redemocratização do Brasil. Por isso, para ela, as eleições deste ano são atípicas, pois têm como propósito não apenas eleger novos representantes, mas também garantir que mais direitos não sejam retirados.

Foto: Jailson Soares/O Dia

“Esse é um momento muito complexo, não é igual às outras eleições, porque nós temos um projeto que está no governo do Brasil que é de destruir o que a gente construiu pós-ditadura, com a Constituição Federal. Não é apenas uma eleição, é uma eleição onde a gente precisa se colocar para tirar desse espaço de poder o desgoverno que está destruindo tudo”, defende.

Ex-filiada ao Partido dos Trabalhadores, Madalena Nunes também teceu críticas ao PT. A pré-candidata avalia que o partido se distanciou da sua base e “se aliou ao inimigo”, o que acabou por culminar no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Foto: Jailson Soares/O Dia

“O PT continuou aliado à essa direita que planejou o golpe. Faltou voltar para as suas raízes. Eu saí do PT, não porque abandonei o projeto de poder popular que tinha, mas porque o PT abandonou esse projeto para se aliar a esses inimigos. A gente viu as reformas que o PT fez, como o PT governa no nosso estado. O PT tinha que ter chamado o povo para defender esse projeto que estava em risco, porque a eleição de Bolsonaro foi um risco muito grande, nós estamos passando pelo pior período da história pós-ditadura”, destaca Madalena Nunes.

Apesar das críticas, a pré-candidata destacou que a oficialização do apoio do PSOL a Lula, no primeiro turno das eleições presidenciais, faz parte de um projeto para derrotar Bolsonaro a partir da construção de um grupo de partidos progressistas que estejam comprometidos com o projeto da classe trabalhadora.

“Nosso país é muito complexo. Muitos partidos são utilizados para manter essa lógica [de venda de votos], de um centrão, de um balcão de negócios onde são negociados os nossos direitos. [Vemos] o  que a gente tem perdido desde o golpe, com a reforma trabalhista, a terceirização, a emenda constitucional 95 que congela todo o investimento público e o nosso projeto vai totalmente contra isso”, finalizou.

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