Mãe de Ciro Nogueira pode assumir vaga no Senado

Aos 72 anos, Eliane Nogueira não tem trajetória política e estreará como parlamentar quando o movimento político de reforma ministerial for sacramentado por Bolsonaro

22/07/2021 10:36h - Atualizado em 22/07/2021 11:12h

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Com a ida do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) para o comando da Casa Civil, sua vaga no Senado ficará em família. Eliane Nogueira, mãe do parlamentar, é sua primeira-suplente e deve ocupar o posto com o afastamento do titular para integrar a equipe ministerial.

Aos 72 anos, Eliane Nogueira não tem trajetória política e estreará como parlamentar quando o movimento político de reforma ministerial for sacramentado pelo presidente Jair Bolsonaro.

(Foto: Reprodução/redes sociais)

Se a mãe de Ciro Nogueira não quiser assumir a vaga, o segundo-suplente é o ex-prefeito de Picos Gil Paraibano, esse, sim, um político veterano.

Ciro Nogueira afirmou ontem (21) que aceitou a proposta do presidente Bolsonaro de assumir a Casa Civil do Palácio do Planalto. Ele é responsável pela articulação política do governo e é um dos pontos de uma reforma ministerial preparada pelo presidente.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou nesta quinta-feira (22) o nome do senador piauiense Ciro Nogueira (Progressistas) como ministro da Casa Civil. Com a mudança, o chamado Centrão entra agora para o núcleo do governo no Palácio do Planalto.  Ciro assumirá a pasta na semana que vem

Parentes

É prática comum entre os senadores indicarem parentes para ocupar suas suplências. Assim, se forem nomeados para cargos como de ministro de Estado ou de secretário, ou se decidirem disputar uma eleição para o Executivo, por exemplo, preservam a vaga no Senado com algum parente de extrema confiança.

Outros três senadores também têm parentes como suplentes:

- Rodrigues (DEM-RR), conhecido por ter sido flagrado, durante operação da Polícia Federal contra desvios na Saúde, com R$33 mil escondidos na cueca, tem o filho Pedro Rodrigues como suplente. 

- O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente da Casa, tem o irmão Josiel como suplente.

- Eduardo Braga (MDB-AM) tem a mulher, Sandra Braga, como sua substituta imediata.

Exemplos como esse se acumulam nas últimas décadas no Legislativo. Um caso famoso é o do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, que tinha o filho ACM Júnior como suplente e deixou-lhe a vaga quando renunciou ao mandato em 2001.

Um projeto do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) veda a presença de parentes como suplentes de senadores, mas a proposta do parlamentar da Rede ainda tramita na Casa.

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Fonte: Estadão Conteúdo

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