Marcelo Castro avalia prisão de ex-ministro da Educação: "Um escândalo sem precedentes"

De acordo com as denúncias os pastores operavam um gabinete paralelo no MEC

22/06/2022 11:33h - Atualizado em 22/06/2022 11:39h

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O senador Marcelo Castro (MDB), presidente da Comissão de Educação no senado, avaliou a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ocorrida na manhã desta quarta (22). O ex-gestor foi detido no âmbito da investigação sobre o "gabinete paralelo" instalado na pasta, com favorecimento de pastores na distribuição de verbas . O mandado de prisão preventiva foi expedido por ordem do juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, e cita supostos crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Para Castro o caso representa um dos maiores escândalos na história da educação brasileira. “São prisões que foram determinadas pela justiça e a gente quer crer que a justiça tenha dados robustos. Não conseguimos fazer a CPI, temos indícios muito fortes de um escândalo sem precedentes na história do Brasil. Recursos que deveriam ser sagrados, estamos tratando de um bem maior que uma nação pode ter que é a educação”, criticou o senador.

FOTO: Elias Fontenele/ O DIA

Marcelo ainda lembrou que os pastores estariam atuando como agentes públicos, porém sem legitimidade. “A Polícia Federal deve ter encontrado coisas muito graves para o juiz determinar a prisão de um pastor evangélico, ex-ministro da educação. Não é qualquer coisa. Ainda mais uma prisão preventiva, que não tem prazo para concluir, por prazo indeterminado. Dois pastores que não são servidores públicos intermediando a aplicação de recursos, isso é um descalabro administrativo, inconcebível e inaceitável”, finalizou. 

Entenda o caso

De acordo com as denúncias os pastores operavam um gabinete paralelo no MEC. Prefeitos ouvidos pelo jornal Estadão revelaram que receberam pedido de pagamento de propina até em ouro em troca de acesso e liberação de verbas para educação.

O esquema envolvida até mesmo compra de bíblias em que apareciam fotos do ministro da Educação e do prefeito que aceitasse participar.

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