Merlong defende aliança do PT com Alckmin, “a esquerda não resolve tudo sozinha”

O plano com a indicação de Alckmin para vice é sinalizar para os partidos de centro uma coalizão e favorecer para um acordo com o empresariado paulista.

02/01/2022 10:41h - Atualizado em 02/01/2022 10:47h

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O deputado federal Merlong Solano (PT) defendeu a possível aliança entre o ex-presidente Lula e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O acordo ganhou força nos bastidores da última semana, a saída de Alckmin do PSDB para o PSB seria estratégica para concluir a composição com Lula. O plano com a indicação de Alckmin para vice é sinalizar para os partidos de centro uma coalizão e favorecer para um acordo com o empresariado paulista.

Rival histórico do PT, Alckmin era um tucano raiz, e disputou a Presidência da República contra o próprio Lula e a ex-presidente Dilma Roussef duas vezes. Merlong, que tem raízes históricas no PT, não vê problemas em se aliar com um ex-inimigo. O deputado ressalta a necessidade de uma grande coligação para tentar derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro. “Eu vejo como oportuno que o PT se mantenha aberto para conversar com o centro político. Há uma polarização muito grande, as pautas autoritárias que elegeram o Bolsonaro não estão mortas. Há muita gente que acredita no autoritarismo, só porque nós da esquerda temos a melhor proposta, não podemos resolver tudo sozinho. Daí que eu considero importante o diálogo entre o Lula e o Alckmin”, finalizou Merlong

O deputado ainda analisou a possibilidade de uma federação com o PV e outras siglas no âmbito nacional, e destacou que o PT pode ter problemas com a mudança. “Essa questão da federação partidária tem que ser resolvida antes da gente analisar essa questão do partido, dependendo de quem ela for feita, Pc do B, PV, PSB ou PDT o cenário será diferente, teremos dificuldades em atrair pessoas para o PT. Acho que esse assunto só vai entrar em pauta daqui lá para março, quando teremos todas as informações para discutir com segurança”, finalizou Merlong. 

FOTO: Assis Fernandes/ODIA

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