No Piauí, Maia rebate Bolsonaro e diz que eleições na Câmara garante pleito em 2022

A eleição do futuro presidente da Câmara pode garantir a independência das instituições democráticas, caso um eventual ataque à democracia ocorra no próximo pleito.

08/01/2021 12:11h - Atualizado em 08/01/2021 12:42h

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Em visita ao Piauí, o atual presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ), criticou as declarações do presidente da RepúblicaJair Bolsonaro (Sem partido), de que atos de violência “ainda piores” do que os ocorridos com a invasão do Congresso nos Estados Unidos podem acontecer no Brasil, caso o país não adote o voto impresso nas eleições de 2022. Para Maia, o ataque de Bolsonaro acende um alerta.


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Segundo o deputado, a eleição do futuro presidente da Câmara pode garantir a independência das instituições democráticas, caso um eventual ataque à democracia ocorra no próximo pleito. “Precisamos entender que essa eleição para a Presidência da Câmara tem um papel importante, porque ela garante a harmonia e, principalmente, a independência e a liberdade para que a Câmara vote as matérias a favor da sociedade, e a gente possa garantir instituições democráticas independentes, para que o Brasil não vote a um passado que todos nós lembramos, mas lembramos com tristeza, que foi o passado da ditadura”, frisou o atual presidente da Câmara.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

Maia está no Piauí para apoiar a candidatura do deputado federal Baleia Rossi (MDB/SP) à presidência da Câmara dos Deputados, que também está em visita ao estado, e não economizou nas críticas ao presidente da República, cujo apoio é declarado ao opositor de Baleia Rossi, o deputado Arthur Lira (PP-AL). “No último ano a gente viu a dificuldade que foi para garantir recursos para os municípios, principalmente os municípios e estados do Nordeste. O Governo Federal não queria atendê-los e foi a Câmara que cumpriu esse papel”, lembrou.

O presidente da Câmara falou ainda dos esforços que a Casa está fazendo para agilizar a vacinação contra o novo coronavírus no país. Segundo ele, o ministro da Saúde e o presidente da República mostraram “incompetência” na gestão da pandemia. “O Governo Federal desdenhou da vacina que vinha com o apoio do laboratório chinês. O que aconteceu, ontem, mostra que o presidente não é tão corajoso, [porque] foi obrigado a assinar o contrato com o Instituto Butatan para comprar a vacina em parceria com o laboratório chinês”, finalizou.

A eleição para definir o comando da Câmara no biênio 2021/2022 ocorrerá no começo de fevereiro. Na ocasião, também serão escolhidos os demais ocupantes da Mesa Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e os respectivos suplentes.

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Por: Nathalia Amaral