Para Margarete Coelho, federação partidária é inviável para esse ano

Ela disse que os critérios estabelecidos pelo Congresso Nacional e o tempo para a formalização colocam em risco a federação

28/01/2022 16:11h - Atualizado em 28/01/2022 16:32h

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A deputada federal Margarete Coelho (Progressistas), que foi relatora do novo Código Eleitoral, criticou pontos da federação partidária regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defende que a medida é inviável para acontecer de forma efetiva já nas eleições desse ano. 

A parlamentar comentou que a federação é uma importante ferramenta para reduzir a quantidade de siglas partidárias, o que fortalece a democracia. Porém, os critérios estabelecidos pelo Congresso Nacional e o tempo para a formalização colocam em risco a união de partidos em federação para as eleições de outubro. 


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“Os partidos não viram um cenário político, as coisas não estão definidas ainda. Fica muito como um salto no escuro para os partidos. Além de outros complicadores de convivência interna dos partidos. Como serão tomados os posicionamentos, porque fidelidade partidária, a representação na Câmara, o funcionamento parlamentar todo voltado para como se fosse um partido. Isso deixa os partidos meio assustados”, disse ao O DIA.

Foto: Jailson Soares / O Dia

Margarete Coelho explicou ainda que a federação tira a autônoma dos partidos nos estados, já que a decisão da direção nacional passa a valer para todos os diretórios. “Da forma como nós votamos e, mais do que isso, como o TSE regulamentou, ficou extremamente inviável. Não tem possibilidade, diante da autonomia dos partidos políticos de você fazer uma coligação que dure quatro anos. Isso gera um nível de dificuldade muito grande. Pelo nosso costume eleitoral que a autonomia dos partidos ela sempre é muito forte”, declarou. 

O TSE estabeleceu que a federação deve ter registro de estatuto até seis meses antes das eleições. Porém, PT, PSB, PC do B e o PV questionaram esse prazo ao TSE ao afirmar que tempo dado é destoante da realidade política do país. As siglas aguardam um novo prazo pedido ao Supremo. 

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