Regina diz que votos de aliados para Bolsonaro, na PEC dos Precatórios, não incomoda o PT

A medida vai viabilizar a implantação do novo "Auxílio Brasil", programa assistencial que dobrará o valor do Bolsa Família para pessoas em vulnerabilidade social.

10/11/2021 11:41h

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A Governadora em exercício do Piauí, Regina Sousa, negou que o voto de aliados de Wellington, em favor da PEC dos Precatórios, aprovada na última terça (09) na Câmara Federal, incomoda o Partido dos Trabalhadores. Segundo ela, o PT manteve a coerência ao votar contra a medida por onerar as contas da União nos próximos 15 anos. A medida vai viabilizar a implantação do novo "Auxílio Brasil", programa assistencial que dobrará o valor do Bolsa Família para pessoas em vulnerabilidade social. Dos dez deputados piauienses, somente Rejane Dias e Merlong Solano, ambos do PT, votaram contra. Fábio Abreu (PL), Flávio Nogueira (PDT), Júlio César (PSD), Marcos Aurélio Sampaio (MDB), Marina Santos (PL), aliados de Wellington, votaram a favor de Bolsonaro. 

A Governadora Regina Sousa afirmou que o PT não cobrou o voto dos deputados aliados no projeto e crítico a PEC dos Precatórios.

" Em uma votação o PT não cobra de ninguém aliado, o PT vota o seu modo de ser e a sua coerência, o PT votou contra por coerência. Alguns estão dizendo que o PT votou contra os trabalhadores, o PT votou contra o calote. O Bolsa Família ou qualquer outro nome que ele tiver poderia ser financiado de outra forma, até porque o Bolsa Família já tem financiamento de 32 milhões, era só o que falta para completar o auxílio Brasil, não precisa dar o calote. O calote foi para sustentar as emendas do orçamento secreto. O discurso é esse, não foi para os pobres, foi para sustentar os ricos parlamentares. Também só vale até 2022, o Bolsa Família é uma lei que existe há 18 anos, este vai ser implantado agora só até dezembro de 2022, em janeiro de 2023 não vai ter nada. A medida é auxílio eleição", revelou a Governadora em exercício. 

FOTO: Assis Fernandes/ODIA

Problema é do PL

Regina Sousa ainda avaliou a crise enfrentada pela base governista com a filiação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, ao PL. Para ela, a herança histórica de ligação com o partido dificulta a saída dos filiados. O maior problema para a Governadora é do Partido Liberal. 

"Se eles têm o aval do presidente nacional para nós não é problema. O pessoal do PL tem autonomia própria, eles vão brigar pela história que possuem no partido, é uma herança especial, não acredito que eles vão abrir mão. A questão do partido o constrangimento é mais dele, mas já disseram que todos votam no Lula", finalizou Regina Sousa.

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