O plenário do Tribunal de Justiça aprovou ontem um reajuste de 8,74% para todos os servidores do judiciário. O percentual atinge servidores ativos, inativos, pensionistas e comissionados. Segundo o presidente do Tribunal, desembargador Erivan Lopes, a medida trará um impacto de R$ 18 milhões no orçamento anual da Corte.

“Tem a luz amarela e a luz vermelha, e estamos na luz vermelha." disse presidente do TJ (Foto: Assis Fernandes/O Dia)
O magistrado explicou que o reajuste é retroativo à 1º de maio, mas que o Judiciário possui disponibilidade orçamentária para custear o reajuste. O desembargador Erivan Lopes lembrou que a aprovação da matéria atende ao que foi acordado com os servidores ainda em março, por ocasião do movimento grevista deflagrado pela categoria, que durou, aproximadamente, 15 dias.
Apesar do reajuste, o presidente comenta que as finanças do Judiciário piauiense estão no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. O comunicado também foi enviado ontem pelo Tribunal de Contas do Estado. “Tem a luz amarela e a luz vermelha e estamos na luz vermelha. Se chegarmos nesse limite, tem as penalidades da LRF e vamos ter que reduzir despesas com pessoal”, alertou.
Antes de tomar posse na presidência do Tribunal de Justiça, o desembargador chegou a conversar com os servidores que estavam em greve em uma tentativa de por fim ao movimento. “As negociações entre a administração anterior e o Sindicato haviam cessado e eu sugeri ao presidente que retomássemos as negociações. Ele disse que retornaria, desde que eu me tornasse o interlocutor. Então, já eleito presidente, eu desci na assembleia de servidores e em conversa com eles eu prometi que seria dado um tratamento isonômico ao que era dado aos magistrados, ou seja, o percentual de reajuste que seria dado aos magistrados seria dado a eles. E, como há uma perspectiva de reajuste no subsídio do magistrado de 8,74%, naquela oportunidade só era 7,5%. Aprovamos hoje o percentual de reajuste para servidores ativos, inativos, pensionistas, comissionados, todos no percentual de 8,74%, que entrou em vigor em 1º de maio, e será pago retroativo”, lembrou.
Por: Robert Pedrosa e Mayara Martins- Jornal O DIA