Vereadores que “ainda” não são de oposição aumentam pressão a Dr. Pessoa na Câmara

Um grupo de oito vereadores, que de acordo com um deles, “ainda” não foram para a oposição, se formou para coordenar o diálogo

26/10/2022 09:04h

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“O Dr. Pessoa vai terminar igual à Dilma, querendo dar cargo e ninguém vai querer”, a frase é de um vereador da Câmara Municipal de Teresina insatisfeito com a gestão do Prefeito. Internamente cresce a insatisfação dos parlamentares com a condução do executivo, vários vereadores buscam maior participação na gestão, porém Dr. Pessoa se nega a conceder espaços aos vereadores, apenas cargos de segundo escalão.

Um grupo de oito vereadores, que de acordo com um deles, “ainda” não foram para a oposição, se formou para coordenar o diálogo com o executivo. Os parlamentares se reuniram na última segunda (24) e definiram que pleitearão indicações de Saad’s e de secretarias mais robustas. O bloco dos descontentes é formado por oito vereadores, Allan Brandão (PDT), Deolindo Moura (PT), Pollyana Rocha (PV), Enzo Samuel (PDT), Markim Cosa (Republicanos), Venâncio Cardoso (PP), Bruno Vilarinho (PTB) e Gustavo de Carvalho (PSDB).

O Futuro presidente da Câmara, Enzo Samuel, comentou sobre a reunião e destacou que qualquer decisão caberá a Dr. Pessoa. “Essa reunião de vereadores acontece todo dia, é natural. Toda e qualquer decisão com relação ao executivo, inclusive na questão de indicações para secretarias compete ao líder do executivo que é o prefeito Dr. Pessoa, essas decisões precisam ser respeitadas. Porém, eu ressalto, a Câmara nunca deu trabalho para o Prefeito e aqui temos vereadores e vereadoras preparadas caso seja necessário assumirem funções dentro do executivo”, afirmou. 

FOTO: Divulgação Redes Sociais

Orçamento será termômetro

A próxima pauta mais complicada de Dr. Pessoa que será votada no parlamento municipal será o termômetro para Dr. Pessoa no parlamento. Em processo de rompimento com o deputado eleito, Jeová Alencar (Republicanos), o prefeito chegou a afirmar que faria mudanças após a eleição, porém nenhuma alteração foi sinalizada.

O indicativo na Câmara é de que o orçamento, que aumenta a verba para familiares e reduz repasses de áreas importantes, será modificado em vários pontos. As quantidade de emendas e o teor das modificações  devem sinalizar o grau de insatisfação do parlamento com o Prefeito. 

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