Wellington revela que estuda medidas mais rígidas após piora nos casos de Covid no Piauí

Próximo ao colapso, o Piauí atingiu o recorde diário de casos na última quarta e 87% dos leitos de UTI estão ocupados no momento

04/02/2022 11:01h - Atualizado em 04/02/2022 11:53h

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O Governador Wellington Dias revelou na manhã desta sexta (04) que o Comitê de Operações Emergenciais (COE) estuda a implantação de medidas ainda mais rígidas no combate a Covid-19 após o avanço no número de casos. O Piauí atingiu  o recorde diário de casos na última quarta (02), quando registrou mais de 2 mil casos em 24h. No momento, 87% dos leitos de UTI estão ocupados. No entanto, o gestor negou a possibilidade de cancelar o feriado do carnaval.

Segundo o governador, uma avaliação semanal será do quadro no Piauí. “Vamos avaliar cada semana para ver se prorroga ou não, o objetivo é reduzir aglomerações, movimentações com o trabalho virtual ou remoto. As aulas, ou vamos adiar o retorno ou antecipar as férias. O objetivo é que a gente tenha mais testes, mais exames, mais vacinação; a meta é chegar até o dia 15 de março com o Brasil inteiro acima de 80% da população vacinada, o Piauí já atingiu essa meta", disse.

Com o crescimento da transmissibilidade, o governador disse que gerou um crescimento também na ocupação de leitos, o que leva a um risco de colapso no Brasil.

Com isso, Wellington admitiu a piora no quadro pandêmico e revelou que espera a eficácia das medidas de isolamento surtam efeito no curto prazo. “Tive que aumentar mais 49 leitos, mas  tem hora que tem um limite. Então, há a necessidade de controlar. A gente está discutindo agora outras atividades, além do carnaval e aquelas do decreto, estamos restringindo mais ainda por que a situação piorou. A gente avaliou ontem e o problema é que o cancelamento do feriado [carnaval] é uma questão federal. A gente tem como trabalhar com relação ao servidor, mas não com relação ao feriado”, concluiu Wellington Dias.

FOTO: Assis Fernandes/ODIA

Combustíveis

O governador revelou os bastidores da reunião do Fórum dos Governadores, que ocorreu na última quinta. Os gestores estaduais acordaram a criação e a forma de manutenção do fundo de equalização dos combustíveis.  “Fizemos ontem um acordo com relação aos combustíveis onde vamos centrar em uma proposta, fruto do entendimento, da própria lucratividade extra do aumento do preço dos combustíveis que se formará um fundo de R$ 32 bilhões para a redução do preço da gasolina e do diesel, e para a estabilidade do preço para não termos mais o aumento brusco que estamos acompanhando. É uma decisão muito importante para o Brasil”, finalizou Wellington Dias.

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