João Magalhães

Dias se reúne com líderes e define espaços de partidos na chapa majoritária da base aliada

Themístocles Filho e Marcelo Castro, os principais líderes do partido, veem com a preocupação o fato da sigla ter apenas dois nomes fortes para disputar a Câmara Federal

10/01/2022 08:35h

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O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), cumpriu uma intensa agenda política nos três últimos dias e se reuniu com líderes do PL, PSD e MDB. Ao final dos encontros, os principais articuladores da base aliada entendem que as questões que poderiam gerar impasses no grupo foram superadas e a expectativa é que siglas e líderes que hoje estão na base, permaneçam ao lado de Wellington Dias.

Na sexta, Wellington conversou com emedebistas e recebeu pedidos para que atue na articulação da chapa proporcional do MDB. O partido ainda precisa de muitos nomes para completar uma chapa competitiva para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. 

(Foto: Divulgação)

Themístocles Filho e Marcelo Castro, os principais líderes do partido, veem com a preocupação o fato da sigla ter apenas dois nomes fortes para disputar a Câmara Federal até o momento. Na Alepi, o partido também precisa de reforço. Quanto a questão majoritária, a sigla terá sua reivindicação atendida e indicará o candidato a vice-governador. Embora Wellington não tenha feito o anúncio, sinaliza que aceita o nome de Themístocles Filho para o cargo. 

Já no sábado, Wellington Dias e o pré-candidato a governador Rafael Fonteles, se reuniram com os líderes do PSD no Piauí, o deputado federal Júlio César e o estadual Georgiano Neto. O partido ouviu do governador que a sigla vai ocupar o espaço de 1º suplente de Wellington na corrida ao Senado e ainda terá as chapas para estadual e federal reforçadas com muitos nomes que hoje integram o PL. O governador ressaltou ainda que o partido tem sido contemplado no governo estadual, tendo bases eleitorais muito beneficiadas e com a perspectiva de aumentar a bancada, a relação entre o PSD e o Karnak tende a melhorar e a sigla ficar ainda mais forte. Georgiano e Júlio saíram satisfeitos do encontro.

Quanto ao PL, apenas Fábio Xavier ainda não sinalizou publicamente o interesse de deixar a sigla, mas com a chegada de Bolsonaro ao partido, o PL ficará esvaziado de políticos com mandato e o parlamentar deverá procurar outro destino. O caminho mais provável é o MDB ou o PSB, caso este último viabilize uma federação com o Partido dos Trabalhadores. Dr. Hélio e Coronel Carlos Augusto vão para o PSD. Entre os federais, o PSD também quer Fábio Abreu; Mainha, Dra. Marina, Paes Landim, entre outros, são disputados por siglas como MDB e Solidariedade.

A expectativa é que em fevereiro todas as articulações estejam concluídas, para que em março, com a janela partidária, todos os deputados de mandato se filiem aos novos partidos. 

Em relação ao afastamento de Wellington e Rafael para concorrerem ao Senado e ao governo do Estado, respectivamente, os diálogos serão realizados com os diretórios do PT local e o nacional, que coordena as estratégias da pré-campanha de Lula. 

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