João Magalhães

Pressionado por má gestão, Dr. Pessoa ataca aliados e caminha para o isolamento

O prefeito sempre demonstrou ter a intenção de ser visto como independente de grupos políticos.

15/07/2021 16:51h - Atualizado em 15/07/2021 17:50h

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Os ataques dirigidos por Dr. Pessoa (MDB) ao deputado Themístocles Filho (MDB), na manhã desta quinta-feira (15), demonstram um gestor pressionado pelos maus resultados de seu governo e que sem capacidade administrativa para equilibrar a gestão, acaba direcionando críticas a quem o pressiona por apoio político. 

Não é de hoje que o prefeito demonstra ter intenção de ser visto como independente de grupos políticos. Em toda sua carreira na Câmara de Vereadores de Teresina e na sua curta passagem na Assembleia Legislativa, ele sempre fazia questão de se apresentar como diferente – mesmo sendo igual. Inclusive se envolveu em polêmicas com os pares por dizer em propaganda que “devolveu” dinheiro para a Assembleia, quando na verdade apenas deixou de utilizar todos os recursos disponíveis para verbas indenizatórias. 

Retomando para a discussão atual, Dr. Pessoa só alcançou a principal cadeira do Palácio da Cidade porque além do desgaste do PSDB na Capital, contava com o apoio e a estrutura partidária e financeira do MDB. Themístocles Filho foi o primeiro “grande” político a garantir ao médico o apoio partidário necessário para enfrentar uma candidatura competitiva em 2020. É bom lembrar que sem a articulação de João Henrique Sousa, jamais alguns partidos teriam se aproximado de Dr. Pessoa, uma vez que ele não transparece segurança em suas palavras e acordos.

Ao se sentir pressionado para apoiar automaticamente o projeto do MDB em 2022, emplacar Themistocles Filho como vice do petista Rafael Fonteles, Dr. Pessoa observa que se assim o fizer, estará vinculado diretamente a Wellington Dias e ao PT, segmento ao qual ele sempre quis se diferenciar. Dr. Pessoa inclusive já demonstrou que tem simpatia até demais com o presidente Jair Bolsonaro, sem contar que sua gestão está cheia de bolsonaristas.

Ao não querer se vincular ao PT e nem conseguir emplacar uma imagem de político forte independente – pois não tem apoio popular, ele acaba dirigindo ataques aos demais grupos políticos e seguindo caminho para o isolamento. É bom lembrar, que Dr. Pessoa é um emedebista sem proximidade com Marcelo Castro e agora atacando Themístocles; quer ser bolsonarista, mas não tem acesso ao presidente e ainda é adversário de Ciro Nogueira (piauiense mais próximo do presidente). Enfim, o prefeito mesmo sentado na principal cadeira do Palácio da Cidade caminha tranquilamente para o isolamento.

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