João Magalhães

Rompimento com APAE reforça desestabilização a atendimentos de vulneráveis em Teresina

Prefeitura já utilizou o mesmo roteiro com Hospital São Marcos, ASA, Orquestra Sinfônica, entre outras instituições.

18/01/2022 17:21h - Atualizado em 18/01/2022 17:42h

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A decisão da Prefeitura de Teresina, sob comando de Dr. Pessoa (MDB) e Robert Rios (PSB), em não renovar o contrato com a Associação de Pais e Amigos Excepcionais – APAE,  segue o mesmo roteiro que o Palácio da Cidade colocou em prática com outras instituições que prestam relevantes serviços à população.
A APAE é uma instituição reconhecida pelos mais de 50 anos no atendimento a crianças e idosos que demandam atendimento e acolhimento especializado. Atualmente, crianças com microcefalia e síndromes estão entre os pacientes beneficiados pelo trabalho da organização. Receber apoio e incentivo financeiro do poder público é essencial para que os trabalhos sigam sendo realizados com eficiência.

No entanto, a APAE parece ser apenas mais uma instituição a sofrer com o projeto político de desestabilizar atendimentos a população em vulnerabilidade, colocado em prática por Dr. Pessoa. Desde o início da sua gestão, podemos destacar o rompimento com a Ação Social Arquidiocesana (ASA), a Associação Piauiense de Combate ao Câncer Alcenor Almeida (APCCAA), mantenedora do Hospital São Marcos (HSM),  as ONGs que cuidavam de escolinhas de futebol nos bairros, além de associações culturais responsáveis por projetos como a Orquestra Sinfônica, Balé da Cidade,  dentre outras.

A ASA é um braço de assistência social da Arquidiocese de Teresina e realiza um trabalho reconhecido com pessoas em situação de rua; o Hospital São Marcos (HSM) chegou a reduzir a capacidade de atendimento diária de teresinenses em tratamento de câncer.

O silêncio de vereadores e da ala que deveria fazer oposição na Câmara também diz muito sobre o assunto. 

Apesar da Prefeitura sempre dizer que os serviços não serão descontinuados após o rompimento do contrato com tais instituições, é bom lembrar que tratam-se de organizações históricas e com expertise em suas respectivas áreas de atuação. A mudança para outros parceiros não garante a qualidade na prestação dos serviços.

Dr. Pessoa ao lado do secretário Marcio Allan, da Semcaspi (Foto: Semcom)

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