Associação denuncia atraso no pagamento de indenização a vítimas

O rompimento da Barragem de Algodões ocorreu em maio de 2009, provocando a morte de dez pessoas e destruindo casas, animais, lavouras e outros bens de mil famílias nos municípios de Cocal e de Buriti dos Lopes.

19/12/2018 07:16h

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A Associação das Vítimas e dos Amigos das Vítimas da Barragem de Algodões (Avaba) alega que o Governo do Estado ainda não pagou a parcela da indenização das vítimas do rompimento da represa, no município de Cocal da Estação, referente a novembro. O pagamento deveria ter ocorrido no dia 25 do último mês, como acordado pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), mas até esta terça-feira (18) não havia sido realizado.

Segundo o presidente da Avaba, professor José Corsino Medeiros, o atraso está revoltando e causando transtornos às famílias. “Mais do que revolta, as famílias estão enfrentando sérios problemas financeiros, porque a maioria depende quase que exclusivamente desse dinheiro para se manter e pagar suas contas”, observou.


Vítimas da barragem de Algodões em protesto realizado em 2014. Foto: O DIA

Corsino afirma que os atrasos no pagamento das indenizações são frequentes, e que a Avaba já ameaçou solicitar à Assembleia legislativa do Piauí (ALEPI) o afastamento do governador Wellington Dias (PT), por descumprimento de decisão judicial. “Não sabemos mais o que fazer, porque todos os meses o pagamento é feito com atraso”, lamentou o presidente da associação, que não descarta a realização de manifestações ainda este ano.

O rompimento da Barragem de Algodões ocorreu em maio de 2009, provocando a morte de dez pessoas e destruindo casas, animais, lavouras e outros bens de mil famílias nos municípios de Cocal e de Buriti dos Lopes. No ano passado, o Governo do Estado fez acordo com a Avaba para parcelar em 60 vezes o pagamento da indenização, mediante intermediação do TJ-PI.

A reportagem procurou o Governo para esclarecer a situação de atraso no pagamento das parcelas da indenização, mas até o fechamento desta matéria não obteve nenhuma resposta.

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Edição: João Magalhães
Por: Breno Cavalcante

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