Associação que ajuda crianças é arrombada pela 22ª vez só este ano em Teresina

A AMHOR é uma associação que ajuda cerca de 80 crianças portadoras de Mielomeningocele, Hidrocefalia e Transtornos Neurológicos

16/09/2021 11:04h - Atualizado em 16/09/2021 12:47h

Compartilhar no

A Associação de Portadores de Mielomeningocele, Hidrocefalia e Transtornos Neurológicos (AMHOR) é uma instituição sem fins lucrativos que ajuda crianças que possuem essas condições especiais. Atualmente, o espaço conta com cerca de 80 crianças que recebem doações de leites, fraldas e cestas básicas. O local vem reivindicando segurança às autoridades, visto que já foi arrombado 22 vezes e as mães temem o fechamento da associação. 

A AHMOR conta com 80 crianças que recebem doações de leites, fraldas e cestas básicas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Localizado na Avenida Centenário, zona Norte de Teresina, a AHMOR já existe há 15 anos e possui diversos voluntários. Rafaela Garcia, dona de casa, é uma das pessoas que lutam pela causa há mais de 10 anos. Sua filha, Maria Alice, de apenas cinco anos, é portadora de Mielomeningocele.

Segundo Rafaela, o que mais está sendo reivindicado pela associação é a falta de segurança. “Nós trabalhamos com crianças especiais. Essas crianças e suas mães já têm suas dificuldades, pois é uma luta diária que só quem sabe é quem está lá lutando. Nós nos sentimos inseguros e o que a gente mais pede agora é segurança para nossa casa”, explica.

Rafaela Garcia, dona de casa, é uma das pessoas que lutam pela causa há mais de 10 anos (Foto: Assis Fernandes/O DIA)

Para as diversas mães que recebem auxílio, o local é muito mais do que apenas uma associação. É um lar onde as crianças obtêm suporte e acolhimento. “Lá é nossa casa, ela nos acolhe e ajuda de todas as formas que precisamos” conta Rafaela.

A voluntária afirma que eles começaram com cerca de 10 crianças e hoje ajudam milhares de famílias, que vem até mesmo de outros estados e municípios. Algumas crianças chegaram a ficar hospedadas na associação quando não tinham para onde ir. Entretanto, devido aos constantes arrombamentos, o local não está hospedando famílias no momento.

“Temos crianças de fora, de municípios vizinhos e cidades vizinhas. Algumas famílias que trazem os filhos para fazer tratamento não tem onde ficar, então elas ficam hospedadas na associação. Mas, por conta dos arrombamentos, nós não estamos conseguindo manter a segurança. A gente tem medo que essas crianças acabem sofrendo algo”, pontua Rafaela.

As crianças recebem auxílio de fraldas, leite, complemento alimentar, cesta básica e sondas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A associação conta com o projeto ‘Embala neném’, onde as crianças recebem auxílio de fraldas, leite, complemento alimentar, cesta básica e sondas. Rafaela Garcia afirma que, durante os arrombamentos, estes produtos são furtados em grande quantidade. 

“Nosso questionamento é: porque fazem isso? Eles não irão usar as fraldas ou o leite, então tem uma demanda, alguém deve estar comprando estes produtos frutos dos arrombamentos", destaca.

Apesar da AMHOR ter registrado boletins de ocorrência todas as vezes em que foram arrombados, Rafaela comenta que eles nunca receberam retorno ou qualquer apoio da polícia. As pessoas que adentram na instituição não foram presas e não existem pistas de quem seja. 

A associação vive através de doações e trabalhos voluntários e quem tiver interesse em participar do projeto, seja doando um produto ou se voluntariando, pode entrar em contato com os números 86 3214-4283 ou 86 98813-563.

Compartilhar no

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário